A importância da consciência judicial sobre o fenômeno da dissonância cognitiva

Autores

  • Denison de Farias Rodrigues Universidade Federal de Campina Grande
  • Agílio Tomaz Marques Universidade Federal de Campina Grande

Resumo

O presente trabalho contempla o ensaio teórico desenvolvido por Leon Festinger acerca da teoria do fenômeno da dissonância cognitiva, que está assentado na premissa de que um indivíduo experimenta um estado de desconforto psíquico quando há uma discrepância ou incongruência nas suas atitudes e cognições, de forma que passa a agir, voluntário ou involuntariamente, buscando diminuir ou afastar esse incômodo e recuperar a sensação de coerência. Assim sendo, busca-se no presente artigo mostrar como a dissonância cognitiva pode afetar a tomada de decisões judiciais dentro do processo penal. Constata-se que a vontade por manter a coerência em suas decisões e a necessidade de conservar a autoimagem perante a sociedade tende a atrair vieses de confirmação ao magistrado, os quais desprezam os elementos contrários à sua opinião pré-formulada acerca do tema e buscam, consciente ou inconscientemente, buscar informações de forma seletiva que corrobore com o seu pensamento inicial. Em suma, conclui-se justificada, neste âmbito, a adoção do juiz das garantias como veículo garantidor da imparcialidade nas decisões judiciais. Enquanto a implementação deste não ocorre de fato no ordenamento pátrio, é necessário que a consciência sobre esse fenômeno esteja na pauta de conhecimento da magistratura.

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Publicado

2023-07-29 — Atualizado em 2023-07-29

Versões

Como Citar

Rodrigues, D. de F., & Marques, A. T. (2023). A importância da consciência judicial sobre o fenômeno da dissonância cognitiva. REVISTA JURÍDICA (FIP), 3(1), 255–268. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/Jusfip/article/view/341