Anticoncepcionais orais: repercussões vasculares e aumento do risco de trombose
Palavras-chave:
Aedes Aegypti., Esterilização., Radiação Ionizante.Resumo
Os anticoncepcionais orais são amplamente utilizados, mas seu uso contínuo pode aumentar o risco de trombose venosa profunda (TVP), especialmente em mulheres fumantes, com histórico familiar de TVP ou acima de 35 anos. A TVP ocorre devido a alterações na coagulação sanguínea induzidas pelos hormônios presentes nas pílulas, como estrogênio e progesterona, que podem promover hipercoagulabilidade e eventos trombóticos. Embora os anticoncepcionais de baixa dose tenham sido desenvolvidos para minimizar os efeitos colaterais, eles ainda apresentam risco aumentado. O estudo teve como objetivo principal associar o uso contínuo de anticoncepcionais orais às alterações homeostáticas e ao desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP). Para isso, foi conduzida uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, que buscou analisar e compilar informações relevantes sobre o tema. A pesquisa foi realizada em bases de dados como PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando descritores como “anticoncepcionais orais”, “trombose venosa” e “saúde reprodutiva”. Apenas artigos originais e revisões em português ou inglês, acessíveis e com dados pertinentes ao risco trombótico, foram incluídos. Trabalhos incompletos, duplicados ou irrelevantes foram excluídos, assegurando a qualidade e a abrangência dos dados analisados. O estudo evidencia que o uso contínuo de anticoncepcionais orais aumenta significativamente o risco de trombose venosa, especialmente devido ao estrogênio e a fatores como hipertensão, obesidade e histórico de trombose. Métodos alternativos, como dispositivos intrauterinos de progestina, apresentam menor risco e são indicados para pacientes com predisposição à trombose. A personalização da escolha contraceptiva é essencial para equilibrar segurança e eficácia. Fatores como idade, tabagismo e condições pré-existentes devem ser considerados. As limitações incluem a dependência de literatura secundária e a ausência de dados regionais. Pesquisas futuras devem focar em estudos prospectivos e métodos não hormonais.
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