Método canguru como estratégia de humanização de enfermagem ao recém-nascido prematuro

Autores

  • Eduarda Vargas Previate Szenczuk Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
  • Abraão Oliveira Tavares Centro Universitário Santa Maria
  • Luanna Nayara Calixto de Araujo Universidade Federal de Campina Grande
  • Stephanie Bezerra Muniz Falcão Fits Afya
  • Carolina Caliman Silva Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
  • Marcos Horacio Miranda Junior Faculdade de Medicina de Campos
  • Isabela Gomes Alves Munhoz Centro Universitário Cesmac
  • Antonio José Barbosa Neto Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Raimundo Cezar Ribeiro Botentuit Universidade Federal do Maranhão
  • Kathe Tavares Advincula Universidade Federal do Cariri

Palavras-chave:

Cuidados de Enfermagem. Humanização da Assistência. Método Canguru. Enfermagem Neonatal.

Resumo

O Método Canguru é um modelo de assistência ao Recém-Nascido (RN) prematuro e sua família, internado na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN). Esse método não tem como propósito substituir a incubadora ou qualquer outro recurso de assistência ao neonato, mas sim contribuir para uma mudança institucional em busca de uma melhoria no serviço de atenção à saúde. Sendo assim, verifica-se a necessidade da assistência de enfermagem humanizada na realização do método canguru. Logo, torna-se relevante analisar o método canguru como estratégia de humanização de enfermagem ao recém-nascido prematuro. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar a produção cientifica acerca do Método Canguru como estratégia de humanização de enfermagem ao recém-nascido prematuro, através de uma revisão integrativa de literatura de artigos públicos nos últimos 5 anos de 2017-2021, nas bases de dados LILACS, BDENF e SCIELO, utilizando os descritores: “Humanização AND Método Canguru”; “Assistência de Enfermagem AND Método Canguru”; “Recém Nascido AND Método Canguru” e “Desafios AND Método Canguru” e “Estratégias AND Método Canguru”. Foram incorporados nessa pesquisa 13 artigos. Verificou-se diversos desafios para a realização do MC, como: não conhecimento por parte da equipe de enfermagem sobre os benefícios do método canguru; falta de treinamento e infraestrutura; sobrecarga da equipe, falta de interesse dos profissionais, desinteresse das mães; necessidade de educação aos profissionais de enfermagem, dificuldades de acesso; falta de equipamentos e procedimentos padrões na UTIN; distanciamento das metas e sintomas de ansiedade por parte das mães do RN. Como estratégias utilizadas pela equipe de enfermagem na realização do MC, foi verificado: comunicação, parceria com os pais, adequação do ambiente, utilização dos recursos físicos; estratégias de educação; estratégias de motivação e criação de elo de confiança com familiares do RN; medidas de suporte à mãe, trabalho em equipe e a empatia; aleitamento materno, aproximação da díade mãe-filho e banho humanizado e inclusão dos pais no método.

Referências

FERREIRA, João Pedro Nascimento et al. Síndromes hipertensivas específicas da gestação em adolescentes e suas repercussões maternas e perinatais: uma revisão integrativa de literatura. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 3, p. 32204-32217, 2021.

FIORIO, Thomas Andre et al. Doença hipertensiva específica da gestação: prevalência e fatores associados. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 6, p. 35921-35934, 2020.

FIALHO, Luana Assunção et al. Identificação do perfil epidemiológico e dos fatores de risco pré-gestacionais e gestacionais relacionados ao desenvolvimento da síndrome hellp. Brazilian Journal of Health Review, v.

, n. 2, p. 7965-7977, 2021.

GARCIA, Eduardo Marçal et al. Perfil e resultados perinatais de gestantes com síndrome hipertensiva do Sul do Brasil. Saúde Coletiva (Barueri), v. 10, n. 53, p. 2450-2459, 2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Gestação de Alto Risco: Manual Técnico. Brasília/DF: Editora MS, 2012.

MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; DE REZENDE FILHO, Jorge.; Rezende, Obstetrícia Fundamental. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 13ª edição, 2016.

NERY, Inez Sampaio et al. Perfil epidemiológico e obstétrico de gestantes com Síndrome Hellp. Cogitare enfermagem, v. 19, n. 1, p. 147-152, 2014.

OLIVEIRA, Annaíc Huyara Alves de et al. A importância dos exames laboratoriais para o diagnóstico diferencial da síndrome de HELLP. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 6, p. 17474-17486, 2020.

OLIVEIRA, Melissa Pereira de et al. Pré-eclâmpsia tardia com sinais de gravidade associado à síndrome HELLP parcial: um relato de caso. e-Scientia, v. 12, n. 2, p. 51-54, 2020.

PEREIRA, JUSCILAINE DOS SANTOS; OLIVEIRA, TAMIRES SANTOS DE. Perfil obstétrico de gestantes com DHEG e a sua evolução para a síndrome de Hellp. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso (Enfermagem) Universidade Tiradentes. Aracaju, 2015.

RAMOS, J. G. L.; SASS, N.; COSTA, S. H. M. Pré-eclâmpsia nos seus diversos aspectos. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2017.

RIBEIRO, José Francisco et al. Perfil sociodemográfico e clinico de mulheres com síndrome Hellp. Rev. enferm. UFSM, p. 569-577, 2016.

RODRIGUES, Vitória Bezerra et al. Distúrbios Hipertensivos entre gestantes em um hospital maternidade do município de Aracati–CE. Journal of Applied Pharmaceutical Sciences, n.7, p. 155-170, 2020.

RUARO FILHO, Luir José. Resultados maternos e perinatais de pacientes com Síndrome HELLP. 2013. Tese (Mestrado em Ciências) - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2013.

SANTOS, Valéria Souza dos; SANTOS, Vanessa Souza dos. Doenças hipertensivas específicas da gestação (DHEG): aspectos gerais, fisiopatológicos e diagnóstico. Trabalho de Conclusão de Curso (Biomedicina) - Centro Universitário Tiradentes. Maceió/AL, 2018.

SASS, N; KORKES H. A; KATZ, L. Síndrome HELLP. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2018.

URBANETZ, Almir Antonio. Ginecologia e Obstetrícia FEBRASGO para o Médico Residente. São Paulo: Editora Manole 2ª edição, 2021.

ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia Zugaib. São Paulo: Editora Manole 3ª edição, 2016.

Downloads

Publicado

2023-07-17

Como Citar

Szenczuk, E. V. P., Tavares, A. O., Araujo, L. N. C. de, Falcão, S. B. M., Silva, C. C., Miranda Junior, M. H., … Advincula, K. T. (2023). Método canguru como estratégia de humanização de enfermagem ao recém-nascido prematuro. Revista Coopex., 14(3), 2071–2084. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/294

Edição

Seção

Artigos

Categorias

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.