Desafios da introdução alimentar no âmbito da atenção primária a partir de uma revisão da literatura

Autores

  • Ilana Castro Arrais Maia Fechine Universidade Federal de Campina Grande
  • José Olivandro Duarte de Oliveira Universidade Federal de Campina Grande

Resumo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda amamentação exclusiva até os seis meses e alimentos complementares até os 24 meses, mas práticas inadequadas são comuns, especialmente em países de baixa e média renda. No Brasil, questões socioeconômicas e culturais, como uso de chupetas e crenças sobre produção de leite, dificultam o aleitamento. A introdução precoce de alimentos sólidos é um desafio, exacerbado pela falta de capacitação das equipes de saúde na Atenção Primária. Políticas públicas limitadas, como licença-maternidade curta, também impactam negativamente a prática. Este estudo tem por objetivo analisar os desafios da introdução alimentar na Atenção Primária à Saúde (APS), considerando barreiras e facilitadores, além do papel dos profissionais de saúde na orientação familiar. Trata-se de uma revisão de literatura, foram utilizados bases como PubMed, SciELO, BVS e LILACS. Foram empregados os descritores “Introdução Alimentar” AND “Atenção Primária à Saúde” AND “Nutrição Infantil” com operadores booleanos. A revisão abrangeu artigos publicados entre 2010 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de inclusão consideraram artigos originais gratuitos e alinhados à pergunta norteadora, enquanto editoriais, revisões narrativas, teses, relatos de caso, duplicados ou sem relação direta com a introdução alimentar foram excluídos. Os hábitos desenvolvidos na infância influenciam diretamente a saúde na vida adulta, destacando o papel da introdução alimentar como elemento central, especialmente na fase de alimentação complementar. A educação dos cuidadores e as desigualdades socioeconômicas são desafios importantes, sobretudo em países de baixa e média renda. A introdução precoce e diversificada de alimentos pode reduzir riscos de alergias e obesidade infantil, mas enfrenta barreiras práticas na APS. A APS é essencial para enfrentar desigualdades alimentares, oferecendo oportunidades de educação e prevenção. Investimentos em capacitação de profissionais, programas educativos e políticas públicas inclusivas são fundamentais para promover práticas adequadas, reduzir desigualdades e fortalecer o cuidado infantil. Além disso, estratégias intersetoriais e abordagens que considerem os determinantes sociais da saúde são indispensáveis para melhorar o acesso a alimentos saudáveis. Assim, espera-se que essas ações promovam equidade, saúde e desenvolvimento integral das crianças.

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Publicado

2024-12-03

Como Citar

Fechine, I. C. A. M., & Oliveira, J. O. D. de. (2024). Desafios da introdução alimentar no âmbito da atenção primária a partir de uma revisão da literatura. Revista Coopex., 15(4), 6635–6644. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/394

Edição

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Artigos

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