Metilfenidato no manejo da fadiga relacionada ao câncer: eficácia, desafios e perspectivas terapêuticas

Autores

  • Antônio Hitalo Mamédio Araújo Centro Universitário de Patos
  • Izabelly Ferreira de Andrade Centro Universitário de Patos
  • Luana Meireles Pecoraro Centro Universitário de Patos
  • Iarla Ferreira Pinho da Silva Alencar Centro Universitário de Patos
  • Ana Clara Melo de Medeiros Centro Universitário de Patos
  • Milena Nunes Alves de Sousa Centro Universitário de Patos https://orcid.org/0000-0001-8327-9147

Palavras-chave:

Fadiga relacionada ao câncer; Psicoestimulante; Metilfenidato.

Resumo

Observou-se que as complicações decorrentes dos eventos adversos em pacientes submetidos a tratamento quimioterápico são intensamente desagradáveis e geram sofrimento significativo. O objetivo do trabalho consiste em avaliar as implicações do metilfenidato no tratamento da fadiga em pacientes oncológicos, analisando seus efeitos na melhoria da qualidade de vida, bem como possíveis impactos adversos e benefícios na função cognitiva e física desses pacientes durante e após o tratamento oncológico. Uma revisão integrativa de literatura, com busca realizada nos bancos de dados nacionais e internacionais. Foi efetuada consulta aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), selecionando-se os termos em inglês “Methylphenidate” e “Neoplasms” e “Fatigue” e utilizando-os associados ao operador booleano “AND. Foi observado que (57%; n=8) dos estudos constatou que o metilfenidato tem impacto positivo na qualidade de vida do paciente oncológico, com a redução da fadiga. Porém 42,85% (n= 6) dos estudos mostraram que o psicoestimulante não se mostrou superior ao placebo. Cerca de 70% dos pacientes com câncer têm fadiga relacionada ao câncer (FRC) em algum momento durante ou após o tratamento. A importância de gerenciar adequadamente esse sintoma é fundamental, pois ele afeta negativamente a qualidade de vida dos pacientes, interferindo em suas atividades diárias e funções cognitivas, físicas e emocionais. Embora alguns estudos indiquem melhorias em sintomas como sonolência, ansiedade e função cognitiva, a eficácia do metilfenidato na redução da fadiga, quando comparado ao placebo, permanece controversa.

 

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Publicado

2024-12-20

Como Citar

Araújo, A. H. M., de Andrade, I. F., Pecoraro, L. M., Alencar, I. F. P. da S., de Medeiros, A. C. M., & Sousa, M. N. A. de. (2024). Metilfenidato no manejo da fadiga relacionada ao câncer: eficácia, desafios e perspectivas terapêuticas. Revista Coopex., 15(4), 7024–7038. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/6033

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