Os impactos psicossociais da epilepsia: uma revisão integrativa
Palavras-chave:
Epilepsy; Quality of Life; Depression; Stigma.Resumo
O objetivo do presente estudo é compreender como fatores como estigma, depressão e ansiedade afetam a qualidade de vida de pessoas com epilepsia, além de identificar abordagens terapêuticas para mitigar esses impactos. A metodologia adotada seguiu uma revisão integrativa de literatura com a busca em bases como National Library Of Medicine (PubMed), Science Direct e World Wide Science (WWS) pelos descritores “Epilepsy”, “Quality of Life”, “Depression” e “Stigma”. Inclui-se estudos dos últimos 5 anos e que estivessem relacionados a temática, bem como discussões éticas acerca do diagnóstico de epilepsia. Os resultados indicam que há uma correlação significativa entre a epilepsia e a prevalência de distúrbios mentais, como depressão e ansiedade, impactando negativamente a qualidade de vida dos pacientes. A gravidade da depressão pode mediar os efeitos do estigma sobre a qualidade de vida. Ressalta-se também que maior conhecimento sobre a epilepsia pode melhorar as atitudes sociais, diminuindo o estigma e, consequentemente, os sintomas de ansiedade e depressão. Diante desse viés, destaca-se a necessidade de intervenções multidisciplinares que tratem não apenas das crises epilépticas, mas também das comorbidades psiquiátricas. O suporte psicossocial, aliado à educação e campanhas de conscientização, emerge como fundamental para reduzir o estigma e melhorar o bem-estar emocional dos pacientes. As lacunas na literatura apontam para a necessidade de estudos adicionais que explorem o impacto de intervenções psicológicas e sociais na melhoria da qualidade de vida de pessoas com epilepsia em diferentes contextos culturais.
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