Diagnóstico e manejo da laringotraqueíte aguda no departamento de emergência

Autores

Palavras-chave:

Diagnóstico, Departamento de emergência, Laringotraqueíte Aguda

Resumo

Objetivo: Compreender, por meio da literatura, o manejo da laringotraqueíte aguda na população pediátrica. Método: Foi realizada uma revisão da literatura, no mês de janeiro de 2024, nas bases de dados da National Library of Medicine (PUBMED) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores em ciência da saúde: “Croupe” e “Emergency Treatment”, usando o operador “AND” para cruzamento entre os termos. Como critérios de inclusão, utilizou-se artigos publicados no período de 2019 a 2024, na língua portuguesa e inglesa, excluindo-se teses, dissertações, cartas ao editor e textos incompletos. Ao total foram encontrados 382 estudos dos quais 14 foram selecionados para elaboração da presente revisão. Resultados e Discussões: Os estudos mostram que cerca de 85% dos casos de laringotraqueíte são de manifestação leve, e apenas 5% precisam ser internados. É fundamental a utilização do escore de Westley para avaliar a gravidade dos sintomas do 

paciente com crupe. Os sintomas são categorizados em cinco: retração torácica, estridor 

inspiratório, entrada de ar, nível de consciência e cianose. Habitualmente, a manifestação leve do crupe é manejada de forma ambulatorial, por meio de nebulização e cuidados de suporte. Uma vez que há falha nessas medidas, é necessária a utilização de um ciclo curto de corticoide, especificamente a dexametasona, e em casos selecionados, pode haver a adição de oxigênio e epinefrina. Em relação ao corticosteróide, os relatórios de pesquisa recomendam administrar 0,15 mg/kg via oral em caso de crupe leve, 0,3 mg/kg via oral ou intramuscular em casos moderados e 0,6 mg/kg via intramuscular em casos graves. Os corticóides precisam de pelo menos 2 horas até agirem de maneira adequada, por isso em alguns casos é necessário a utilização da epinefrina inalada. Uma pesquisa mostrou uma maior probabilidade de retorno ao hospital quando utilizavam apenas uma dose de epinefrina, porém o manejo com muitas doses elevou consideravelmente o custo financeiro da internação e aumento dos efeitos colaterais causados por essa droga. Outros trabalhos foram realizados com o objetivo de identificar se a mistura gasosa de hélio e oxigênio (Heliox) seria viável para o alívio do desconforto respiratório ocasionado pelo crupe. Evidências sugerem que há uma vantagem na associação do Heliox em crianças com sintomas moderados. Por fim, um estudo teve como objetivo diminuir o número de admissões por crupe em 25% após a implantação de uma diretriz clínica. Ao final da pesquisa, houve uma redução na taxa de admissões de 46% e de hospitalizações em 37%. Considerações Finais: O uso de diretrizes para o tratamento dessa condição se mostrou importante para a redução das taxas de internação e readmissão dessas crianças na emergência. Porém, devido à escassez de estudos relacionados ao tema proposto, novas intervenções para a melhora do manejo do crupe não podem ser sugeridas pelo presente estudo. 

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Publicado

2024-04-20

Como Citar

Tavares, K., Tavares Ferreia, L. M., Gino da Cunha Dantas, E., Alves de Lima, A. C., Antunes Torres, L. E., Andrade de Vasconcelos, A. C., … Ribeiro Vasconcelos, L. E. (2024). Diagnóstico e manejo da laringotraqueíte aguda no departamento de emergência. Revista Coopex., 15(02), 5074–5085. Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/coopex/article/view/715

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