Abordagem e tratamento da febre infantil: uma revisão das práticas
Resumo
A febre é comum na infância, afetando 20 a 40% das crianças até cinco anos e historicamente considerada benéfica para a recuperação. O manejo da febre geralmente envolve antipiréticos para aliviar o desconforto, evitando o uso simultâneo de diferentes medicamentos e métodos não comprovados, exceto a ingestão de líquidos. A febre acima de 38°C é tratada para prevenir crises convulsivas e confortar os pais, embora a febre seja uma resposta imunológica normal. As abordagens para o manejo da febre variam globalmente, com uso frequente de antipiréticos e práticas adjuvantes, e percepções sobre a febre podem diferir entre países. O objetivo deste artigo é esclarecer a fisiopatologia da febre, detalhar a avaliação clínica inicial em crianças e revisar as práticas de tratamento, incluindo o uso de antitérmicos e antibióticos. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa descritiva para analisar informações sobre febre, abrangendo desde a fisiopatologia até práticas de avaliação e tratamento. A pesquisa foi feita em bases de dados acadêmicas como PubMed e Scopus, usando termos como “febre” e “avaliação clínica da febre em crianças”. Foram incluídos artigos originais e gratuitos em português ou inglês, excluindo-se trabalhos incompletos ou repetidos. O estudo da fisiopatologia da febre revela sua complexidade, envolvendo pirogênios e a prostaglandina E2 na regulação da resposta febril. A avaliação clínica, especialmente em crianças, é crucial para diferenciar entre causas benignas e graves, usando ferramentas como as tabelas de Rochester e Baraff para triagem eficaz. O tratamento da febre, incluindo o uso de antipiréticos como paracetamol e ibuprofeno, deve ser cauteloso para evitar efeitos adversos, especialmente em crianças. Futuras pesquisas devem buscar otimizar protocolos de tratamento e desenvolver métodos mais precisos para avaliação de risco e manejo da febre.
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