INSUFICIÊNCIA RENAL NO BRASIL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, DISTRIBUIÇÃO REGIONAL E EVOLUÇÃO DOS REGISTROS HOSPITALARES.
Palavras-chave:
Nefropatias, Mortalidade, Hospitalização, EpidemiologiaResumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das internações por insuficiência renal no Brasil,
entre 2016 e 2025, considerando características sociodemográficas, caráter do atendimento,
evolução temporal e mortalidade hospitalar. Método: Trata-se de estudo quantitativo, descritivo e documental, baseado na análise de dados secundários de domínio público, disponibilizados pelo Ministério da Saúde do Brasil. Os dados foram obtidos pela plataforma TABNET/DATASUS, utilizando informações do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Foram incluídos registros de internações hospitalares por insuficiência renal no Brasil, entre 2016 e 2025, analisando-se as variáveis: número de internações, óbitos, sexo, faixa etária, região geográfica e caráter do atendimento, classificado como urgência ou eletivo. Resultados: Entre 2016 e 2025, foram registradas 1.280.875 internações por insuficiência renal no Brasil, com 60,3% dos casos concentrados entre indivíduos de 50 a 79 anos e predominância de atendimentos de urgência. As internações aumentaram de 104.677, em 2016, para 156.491, em 2024, correspondendo a aumento de 49,5%. A mortalidade hospitalar reduziu-se de 13,17%, em 2016, para 11,16%, em 2025, apresentando aumento progressivo conforme a idade e atingindo 26,27% entre indivíduos com 80 anos ou mais. Conclusão: Os achados evidenciam a relevância da insuficiência renal como causa de hospitalização no Brasil, além de diferenças na distribuição das internações entre grupos populacionais e regiões. O aumento dos registros e a predominância de atendimentos de urgência reforçam a importância de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado da doença renal no país.
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