Respostas fisiológicas de ovinos e caprinos ao estresse por calor no semiárido brasileiro, utilizando o índice de temperatura do globo negro e umidade (ITGU) como índice do conforto térmico – revisão integrativa

Autores

  • Bonifácio Benício de Souza UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
  • Talícia Maria Alves Benício Universidade Estadual do Tocantins UNITINS - Campus de Augustinopolis TO
  • Nágela Maria Henrique Mascarenhas UFCG
  • João Vinícius Barbosa Roberto UFCG
  • Maycon Rodrigues da Silva UFCG
  • Danilo Leite Fernandes UFCG

DOI:

https://doi.org/10.61223/coopex.v15i3.998

Resumo

Objetivou-se com este trabalho realizar uma revisão integrativa sobre as respostas fisiológicas de ovinos e caprinos submetidos ao estresse por calor. Foram utilizados dados de 537 animais sendo 280 (duzentos e oitenta) ovinos e 257 (duzentos e cinquenta e sete) caprinos, provenientes de 20 (vinte) artigos científicos sendo dez de cada espécie. Os artigos foram selecionados com base nos seguintes critérios: artigos provenientes de pesquisas científicas, desenvolvidas no semiárido; que utilizaram como índice de conforto térmico o ITGU; e as respostas fisiológicas temperatura retal (TR) e a frequência respiratória (FR) como respostas ao estresse por calor, e que tenham sido realizadas nos turnos da manhã e da tarde, respectivamente. Os grupos genéticos estudados nessas pesquisas foram: ovinos (Santa Inês, Morada Nova, Somalis, Soinga, Dorper, White Dorper, Damara, Dorper x Santa Inês, ½Dorper+ ½SRD,  ½Damara + ½SRD,  ½Dorper+ ½Somalis, ½Santa Inês + ½Morada Nova, ½Morada Nova + ½Dorper e SRD) e  caprinos (Moxotó, Azul, Graúna, Anglo-Nubiana, Pardo-Sertaneja, Boer, Savana, Parda Alpina, British Alpine e os mestiços:  ½Boer + ½SRD, ½Anglo-Nubiana + ½SRD, ½Savana + ½SRD, ½Kalarari + ½SRD, ½Moxotó + ½SRD, ½Saanen + ½Boer e Sem raça definida - SRD). Para a temperatura retal verificou-se que não houve diferença significativa entre as espécies (P>0,05), contudo houve diferença entre turnos (P<0,05) sendo as maiores médias observadas no turno da tarde para ambas as espécies. Esse resultado demonstra a necessidade de maior atenção com relação ao manejo desses animais, em termo de conforto térmico no turno da tarde, para minimizar os efeitos do estresse por calor nesse período do dia. Concluiu-se que os caprinos e ovinos criados no semiárido são resistentes ao estresse por calor, contudo os ovinos são menos resistentes que os caprinos, de forma que o manejo desses animais com relação ao conforto térmico não pode ser o mesmo, e que o índice de temperatura do globo negro e umidade igual a 82 é considerado de estresse médio alto para ovinos e de estresse baixo para caprinos.

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Publicado

2024-07-25

Como Citar

Souza, B. B. de, Benício, T. M. A., Mascarenhas, N. M. H., Roberto, J. V. B., Silva, M. R. da, & Fernandes, D. L. (2024). Respostas fisiológicas de ovinos e caprinos ao estresse por calor no semiárido brasileiro, utilizando o índice de temperatura do globo negro e umidade (ITGU) como índice do conforto térmico – revisão integrativa. Revista Coopex., 15(3), 6008–6020. https://doi.org/10.61223/coopex.v15i3.998

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