INFLUÊNCIA DA OBESIDADE NA ASMA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UMA REVISÃO SITEMÁTICA
Palavras-chave:
Asma, Obesidade, Criança, Adolescente, Fatores de RiscoResumo
Objetivou-se avaliar a influência da obesidade em crianças e adolescentes asmáticos. A busca sistemática dos artigos foi realizada na Medical Publisher, Biblioteca Virtual em Saúde e Scientific Electronic Library Online utilizando-se os seguintes Descritores em Ciências da Saúde associados e em inglês: <<asthma AND obesity AND child>> e <<asthma AND obesity AND adolescente>>. Foram elegíveis 23 artigos de acordo com os critérios de inclusão. Em relação aos principais achados, foi constatado que a asma não controlada ou parcialmente controlada traz limitações em atividades cotidianas em obesos. Quanto aos desfechos pulmonares, a capacidade vital forçada e o volume expiratório forçado no primeiro minuto se apresentaram diminuídos em obesos, indicando prognóstico pulmonar ruim. Ainda, o aumento das citocinas em pacientes asmáticos obesos desencadeou uma inflamação importante. A relação entre meninos e meninas (7 a 11 anos) com asma e obesidade foi relacionada à puberdade e o sexo feminino é um fator de risco para a asma alérgica e não alérgica devido aos hormônios. Em adolescentes, a asma grave associou-se com sedentarismo ou inatividade física. Além disso, pacientes com o diagnóstico de atopia e aumento da adiposidade tem maior inflamação das vias aéreas, desfechos pulmonares piores e aumento das citocinas, aumentando a gravidade nos quadros de asma. Portanto, a obesidade é um fator de risco inerente à asma, implicando em um prognóstico ruim. Estudos que façam a associação entre ambas é fundamental, para que sejam adotadas medidas promotoras da saúde.
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