MANEJO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA PELO MÉDICO DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Resumo
Introdução:A insuficiência venosa crônica (IVC) acomete as válvulas das veias profundas, superficiais e perfurantes.A IVC tem como manifestação a dor, a limitação funcional, o desconforto estético e tudo isso tem impacto direto na qualidade de vida dos pacientes.É observado na prática clínica que muitos pacientes têm um manejo adequado até porque sequer foram se consultar por conta desse problema específico. Um bom exame clínico, desde a anamnese ao exame físico, continua sendo a ferramenta mais importante para o diagnóstico e diferenciação das formas clínicas que o médico de família e comunidade tem em mãos.Objetivo: Analisar o manejo da Insuficiência Venosa Crônica (IVC) pelo médico de família e comunidade (MFC). Métodos: Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e de abordagem quantitativa e qualitativa que foi realizada com os médicos residentes em medicina de família e comunidade. A população foi composta por 32 residentes do Programa de Medicina de Família e Comunidade, sendo 23 residentes de 1º ano (R1) e 9 residentes de 2º ano (R2). A amostra foi composta por 88,9 % da população, ou seja, foram incluídos no estudo 32 médicos residentes. Para coleta de dados foi utilizado um formulário desenvolvido pelos próprios pesquisadores com perguntas objetivas e subjetivas a fim de atingir o objeto do estudo. Resultados: No momento de referenciar esses pacientes para o especialista, 34,4% dos residentes os encaminham na etapa C4, 28,1% na C3, 21,9% não levam em consideração essa classificação, 6,3% na C2, 6,3% na C5 e 3,1% na C6. Dentre as principais dificuldades para o diagnóstico complementar da IVC nas suas respectivas UBS, destacam-se: a falta de acesso aos exames de imagem foi citada por 53,13% dos residentes, a dificuldade financeira dos pacientes foi citada por 21,9%, a logística e gestão do SUS por 15,6%, e a demora para realização dos exames, por 18,8%. Em relação às dificuldades para o tratamento sintomático da IVC, a falta de acesso às medicações no SUS foi citada por 31,3% dos participantes, a falta de condições financeiras por 43,8%, e a pouca adesão ao tratamento por 34,4%.Conclusão: O propósito é que o médico generalista seja um agente da cirurgia vascular\ angiologia, que reconheça as doenças dessa especialidade e possam diagnosticar, tratar e encaminhar o quanto antes a um especialista, se for o caso.
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