EFEITOS ADVERSOS DO USO DE ANTI-HIPERTENSIVOS EM IDOSOS
Palavras-chave:
Idosos, Medicamentos anti-hipertensivos, Efeitos adversosResumo
Introdução: A população idosa vem crescendo significativamente, o que implica em uma mudança no perfil epidemiológico, sendo a hipertensão arterial sistêmica (HAS) a doença cardiovascular mais frequente. Diante disso, há inúmeros anti-hipertensivos disponíveis no mercado, no entanto, existe um risco considerável de efeitos adversos ou colaterais ao uso dos medicamentos. Materiais e métodos: Pesquisa de campo, de caráter quantitativo e descritivo. Ocorreu no Instituto de Cardiologia e Geriatria (ICG) de Patos - PB, com 157 idosos, seguindo os critérios de inclusão e exclusão pré-determinados. Foram utilizados três questionários e os dados coletados foram inseridos no Programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), onde realizou a análise estatística, utilizando teste do qui-quadrado e nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados: Dos 157 idosos avaliados, 53 pacientes (33,8%) apresentaram algum efeito adverso pelo uso de anti-hipertensivos. Os principais foram tosse seca (10,2%), poliúria (10,2%), noctúria (8,3%) e edema de membros inferiores (7,0%). Idosos em uso de mais de uma classe de anti-hipertensivos estão mais propensos a desenvolver reações adversas (p-valor = 0,001). Discussão: Caracterizamos clinicamente a população em estudo e estabelecemos correlações entre os efeitos adversos e as classes de anti-hipertensivos, porém é necessário estudos maiores a fim de comparar tais associações. Conclusão: Importância do reconhecimento precoce dos efeitos adversos causados pelo uso de anti-hipertensivos em idosos, visto que compromete a qualidade de vida e é causa frequente de não adesão ao tratamento instituído pelo médico.
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