DISFUNÇÕES SEXUAIS EM HOMENS DO SERTÃO PARAIBANO CORRELACIONADO AO ÍNDICE INTERNACIONAL DE FUNÇÃO ERÉTIL (IIFE- 15) COM OS CINCO DOMÍNIOS DA SEXUALIDADE
Palavras-chave:
Disfunção Erétil, Sexualidade, Fatores de riscoResumo
O objetivo do estudo foi determinar a frequência de disfunção sexual em homens do sertão paraibano correlacionando com as diferentes faixas etárias e fatores de risco, tais como: diabetes mellitus (DM), dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e tabagismo. A amostra foi composta por homens do sertão paraibano com relacionamento estável, de todas as etnias e classes sociais, com idade entre 30 e 88 anos que procuraram o ambulatório de urologia, com as mais diversas queixas urológicas, entre os meses outubro de 2016 a abril 2017, com prontuários do Centro de Especialidade Frei Damião, localizado na cidade de Patos-PB. Nos prontuários utilizados, foi aplicado o índice internacional de função erétil (IIFE-15), em que foi elaborado um questionário com 15 questões correlacionando os cinco domínios da sexualidade: função erétil, função orgástica, desejo sexual, satisfação sexual e satisfação geral. Foi realizado o teste de Qui-quadrado de Pearson para verificar a normalidade dos dados, o nível de significância adotado foi de p ≤ 0,05. Nos resultados encontrados em relação à idade, há maior número de pacientes com idade entre 51-70 anos (n=228), seguido de 30-50 (n=120) e >70 (n=67), sobre à própria disfunção sexual foi encontrado uma frequência de 34,2%, dos pacientes diabéticos 63,01% tem disfunção sexual, dos hipertensos 56,4%, dos tabagistas 43,19% e dos dislipidêmicos 46,03%. Em relação à idade entre 30-50 anos, a frequência de disfunção sexual na amostra foi de 14,2%, entre 51-70 anos de 34,6% e acima 70 anos foi de 68,7%. Os resultados do presente estudo mostraram que as disfunções sexuais no público masculino do sertão paraibano têm alta frequência de acometimento, observou-se forte relação entre fatores de risco como diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e dislipidemia com o distúrbio sexual. Por fim, sugerem-se mais estudos voltados para a área da saúde sexual, com finalidade de estimar, diagnosticar e tratar melhor a problemática.
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