PERFIL E PERCEPÇÃO DE FISIOTERAPEUTAS EM RELAÇÃO A DANÇATERAPIA COMO COADJUVANTE DA FISIOTERAPIA CONVENCIONAL DE CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA DA INFÂNCIA
Palavras-chave:
Paralisia cerebral. Fisioterapeutas. Terapia através da Dança.Resumo
A Paralisia Cerebral ou Encefalopatia Crônica Não Progressiva da Infância (ECNPI) é uma lesão não progressiva no encéfalo humano imaturo e gera consequências específicas, de acordo com a sua localização. Todas as crianças diagnosticadas com ECNPI devem receber tratamentos que possibilitem e auxiliem o seu desenvolvimento. Entre eles estão o tratamento medicamentoso, cirúrgico, e também o tratamento multidisciplinar no qual engloba a fisioterapia. A atuação dos profissionais da fisioterapia se subdivide em diversos tipos de terapia, onde podem ser citados o conceito neuroevolutivo bobath e kabat, como também a equoterapia e a fisioterapia aquática. A dança também vem sendo aplicada como terapia, com o objetivo de exteriorizar habilidades funcionais e emocionais do indivíduo. Diante do exposto, o presente estudo objetivou investigar qual é a percepção dos profissionais da fisioterapia sobre a dançaterapia aplicada como conduta em crianças com ECPNI. A metodologia trata-se de um estudo de levantamento de dados, de abordagem qualiquantitativa, com objetivos exploratórios, e com procedimento transversal, sendo a coleta de dados feita através da aplicação online de questionários relacionados aos dados sociodemográficos e relacionados a dançaterapia enviados aos fisioterapeutas que atendem na clínica escola de fisioterapia do Centro Universitário-UNIFIP. Nos resultados sociodemográficos, verificou-se que 94% dos profissionais da fisioterapia que participaram da pesquisa eram do sexo feminino e 6% do sexo masculino, sendo a maioria dos participantes com idade entre 18 a 30 anos, constituindo 47% dos participantes. Em relação aos dados dos questionários sobre a dançaterapia, mostraram que a percepção dos fisioterapeutas sobre a dançaterapia é de que a mesma, apesar de ser pouco conhecida entre os mesmos, é de contribuição relevante na vida das crianças com ECNPI, com benefícios nos aspectos cognitivos e físicos/motores, como flexibilidade, coordenação, equilíbrio e mobilidade funcional. Conclui-se que a pesquisa pôde ser útil tanto para expandir o conhecimento sobre a temática abordada, já que é um tema pouco debatido. Como também para constatar, de acordo com os resultados corroborados com os estudos citados, que este método é eficiente e pode auxiliar de forma significante a fisioterapia convencional em crianças com ECNPI.
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