11 CENTRO EDUCACIONAL DE ENSINO SUPERIOR DE PATOS LTDA FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA DENISE DOS SANTOS MONTEIRO DESEMPENHO COGNITIVO E NÍVEL DE DEPRESSÃO EM IDOSOS
Palavras-chave:
Idoso; Cognição; Depressão; Fisioterapia.Resumo
A população idosa apresenta-se com um crescimento considerável nas últimas décadas,
devido a um sucessivo declínio das taxas de mortalidade. O envelhecimento pode ser
compreendido como um conjunto de alterações, essas que podem ocasionar perda da
cognição, podendo levar a quadros depressivos. Por esse motivo tem-se estimulado a
comunidade científica a descobrir estratégias que proporcionem uma melhor qualidade de
vida. O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho cognitivo e o nível de depressão
entre dois grupos de idosos. Trata-se de uma pesquisa aplicada, exploratória, descritiva do
tipo pesquisa de campo, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 60 idosos,
de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos. Foram divididos em dois grupos:
G1 – Grupo de Paulista; e G2 – Grupo de Fisioterapia Aquática de Patos. Foram utilizados 3
formulários para a coleta de dados: biodemográfico, Mini exame do estado mental (MEEM),
Escala de depressão geriátrica (GDS) . Para tratamento estatístico e formação do banco de
dados foi utilizado o software SPSS 21.0 para Windows. Os idosos que participaram desta
pesquisa apresentaram idade média de 66,75 (DP=5,091) anos, variando de 60 a 82 anos. Em
relação ao sexo 95,0% (n= 57) eram mulheres e 41,7% (n=25) encontram-se casados. Com
relação ao nível de escolaridade, 58,4% (n=35) tinham apenas ensino fundamental, e 71,7%
(n=43) dos idosos vivem com a família; a respeito da profissão 33,3% (n=20) são domésticas.
Na avaliação do MEEM, o G1 apresentou M=21,23 DP=3,663 e G2 M=24,80 DP=3,686,
apresentaram assim diferenças estatísticas entre eles (p=0,001). Quanto ao índice de depressão
- GDS, os valores obtidos pelos idosos do G1 M=2,26 DP=2,133 e os do G2 M=2,72
DP=2,170 foram considerados psicologicamente normais sem depressão, sendo classificados
como normal, porém, não apresentou significância (p= 0,4141) quando comparados, G1 e G2.
Dessa forma, conclui-se que a participação de idosos em grupos de convivência tem
influência sobre as funções cognitivas e a depressão, visto que os Grupos G1 e G2 obtiveram
bom desempenho nas funções avaliadas, pois ambos os grupos não mostraram nenhum idoso
que apresentasse depressão severa, o que representa uma avaliação satisfatória da saúde e
bem-estar desses idosos. A presença do idoso em grupos de incentivo a saúde é sugestiva de
uma qualidade de vida mais satisfatória. As atividades realizadas nos grupos proporcionam
um progresso no ponto de vista psicológico e social, além de possibilitar a modificação de
hábitos e adoção de estilo de vida saudável, propiciando um avanço na capacidade física do
idoso, tornando-o mais independente e protetor da própria saúde.
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