PERFIL DAS INTERNAÇÕES POR FRATURA DE FÊMUR NA PARAÍBA
Palavras-chave:
Fraturas do Fêmur, Tempo de Internação, Custos Diretos de Serviços.Resumo
As deduções mundiais nos possíveis acometimentos de fratura de fêmur eram de 1,7
milhões/ano e menciona-se que esse valor culmine a soma de 6,3 milhões em 2050. A fratura
de fêmur torna-se preocupante quanto à sua morbidade, mortalidade e impacto
socioeconômico nos países que se encontra em desenvolvimento. Esta fratura é causa de
perda funcional e mortalidade devido ao fato de prejudicar pacientes com comorbidades
significantes e que possui alto risco de gravidade no pós-operatório. O mecanismo de trauma
varia bastante de acordo com a faixa etária, em crianças são por maus tratos e queda o que
representam 80% das crianças abaixo de dois anos. As fraturas são resultantes de 5% a 10%
das quedas, sendo que 1% a 2% dos casos são fraturas do colo de fêmur, e estas têm alto custo
pessoal, familiar e socioeconômico. Quando investigadas, 90% delas são resultantes de queda
e, quase invariavelmente, as pessoas são hospitalizada e em sua maioria sofre intervenção
cirúrgica. Do ponto de vista epidemiológico e clínico é observado que as fraturas
osteoporóticas existe uma correlação com as fraturas de fêmur e estão associadas a elevadas
taxas de comorbidades, particularmente em mulheres acima dos 50 anos de idade. No caso
das fraturas de colo do fêmur, não apenas a uma maior morbimortalidade, mas também a um
aumento substancial nos custos da assistência à saúde. O tempo de permanência da internação
é um indicador de eficiência hospitalar e medida substitutiva de custos, tem sido utilizado
como método em análise do critério relacionado à qualidade do cuidado realizado, embora
essa relação não esteja bem estabelecida. O risco de readmissão mais elevado entre pacientes
com tempo de permanência maior pode ser justificado pela gravidade do paciente ou pela má
qualidade do cuidado. As manifestações clinicas iniciais de uma fratura de fêmur inclui algia
aguda, perda de função, deformidade, encurtamento da extremidade acometida, crepitação,
tumefação e mudança de cor no local acometido. As manifestações clínicas citadas nem
sempre estão presentes em todas as fraturas. Diante disso, o fisioterapeuta no tratamento pós-
operatório de fratura de fêmur tem como objetivo aumentar a força muscular, melhorar a
segurança e eficiência na deambulação, promovendo assim, maior independência funcional.
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