A INFLUÊNCIA DA NEUROARQUITETURA NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO INFANTIL: ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO DE UMA ESCOLA PARA A CIDADE DE PATOS-PB UTILIZANDO A NEUROARQUITETURA E O MÉTODO MONTESSORI
Palavras-chave:
Neuroarquitetura, escola montessoriana, cognição infantil, pertencimentoResumo
O presente trabalho busca compreender a influência de um espaço arquitetado para crianças da primeira infância através dos estudos na área da neuroarquitetura e da metodologia montessoriana. Com isso, é possível identificar boas práticas da arquitetura escolar, de modo a descrever elementos e condições favoráveis à integração entre espaço e usuário, com o propósito de estimular positivamente a reação cognitiva das crianças, e fortalecer a necessidade de pertencimento. Os aprofundamentos teóricos iniciam estudando a neuroarquitetura e a cognição infantil, onde através das pesquisas sobre o tema, foi possível compreender que os elementos que compõe o espaço podem exercer influências positivas e negativas sobre os usuários, de modo a maximizar, minimizar ou neutralizar sensações, emoções e comportamentos a partir da escala e proporção, incidências de iluminação e ventilação natural, além dos efeitos psicodinâmicos causados pelas cores e texturas. Em seguida, o trabalho discorre sobre a percepção do espaço escolar na visão das crianças, e sobre a arquitetura escolar para a metodologia Montessoriana, mencionando parâmetros projetuais para uma escola com foco na neuroarquitetura e metodologia Montessori. Buscou-se também estudar as normativas para arquitetura escolar e estratégias construtivas para uma elaboração arquitetônica eficiente em regiões de clima quente e seco. A metodologia utilizada foi baseada nos métodos de Gerhadt e Silveira (2009), Baker (1998) e de Neves (1989) e dividida em três etapas: a fase de pesquisa de caráter exploratório, a fase de análise de correlatos que possibilitem maior entendimento sobre boas práticas arquitetônicas em tipologias construtivas semelhantes ao proposto no trabalho e a fase de elaboração do anteprojeto arquitetônico, que inicia-se com o estudo do programa de necessidades, pré- dimensionamento, zoneamento, características do terreno escolhido como localização, topografia, condicionantes legais e climáticas para então, poder iniciar-se o projeto, que parte do estudo de conceito e partido arquitetônico, seguido pelos estudos de plantas baixas e volumetria. Desse modo, o anteprojeto foi disposto em um pavimento térreo que comporta um grande jardim que promove a sensação de deixar o cotidiano e entrar em um mundo único, além dos setores de convivência, aprendizagem, administrativos e de serviço, que permite a interação com o espaço e a convivência de seus usuários
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