A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL E OS REBATIMENTOS NAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS USUÁRIOS DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) GERALDA MEDEIROS, SITUADO NO MUNICÍPIO DE PATOS – PB.

Autores

  • GUILHERME SILVA SOUSA Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Crise. Capitalismo. Estado. Condições de vida.

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo principal analisar os rebatimentos da crise estrutural do capital nas condições de vida dos/das usuários/as em acompanhamento pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Geralda Medeiros e as repostas do Estado. A base teórica na qual partimos para o desvelamento das condições de vida dos usuários (as) foi às inerentes às transformações societárias oriundas da crise estrutural do capital gestada a partir dos anos de 1970, que repercute no Brasil a partir da década 1990, com sua inserção na economia mundializada e na reorientação do papel do Estado para a política neoliberal. Desse modo, é preciso atentar para a particularidade da crise estrutural do capital, que atinge todas as estruturas da vida social, isto é, o âmbito da produção e reprodução social, operando uma reorganização econômica, política e ideológica do sistema sociometabólico do capital que reestrutura profundamente a organicidade da vida social alterando a forma de ser, viver e pensar, nos termos de Antunes, da classe-que-vive-do-trabalho. Constitui-se sujeitos desta pesquisa 20 usuários/as num universo de 43 usuários/as acompanhados/das pelo CRAS Geralda Medeiros situado no bairro São Sebastião no município de Patos – Paraíba, no período na coleta de dados, entre os meses de julho a setembro de 2018. Dessa forma, delineamos o perfil socioeconômico dos usuários (as), sujeitos dessa pesquisa, as condições de acesso as políticas que compõem a Seguridade Social, e por último buscamos aprender questões sobre a organização política dos mesmos. Sendo assim, o estudo se caracteriza como uma pesquisa de campo, na qual adotamos o método qualitativo, tendo como suporte analítico o materialismo histórico dialético de Marx. Deste modo, buscamos apreender os rebatimentos da crise estrutural nas condições de vida dos (das) usuários (as) a partir das suas particularidades de vida, observando o papel e o lugar que ocupam na estrutura da sociedade, onde constatamos o público majoritariamente feminino enquanto usuárias da política de Assistência Social, o que verificamos o construto de gênero que perpassa a política, que responsabiliza a mulher pela reprodução social. A análise demonstrou que os/as entrevistados/das, que são majoritariamente mulheres, se encontram desempregados (as) ou na informalidade do trabalho, sendo negros (as) pardos (as) e usuários (as) da política de Assistência Social, o que constatamos as desigualdades sociais que impactam na vida desses sujeitos, sobretudo, mulheres, observando o lugar que ocupam na estrutura da sociedade de classes. Desta forma, essas questões que se apresentam no cotidiano de vida desses sujeitos, rebatem no reconhecimento enquanto classe trabalhadora, no sentido que o capital opera um processo de reorganização política e ideologia de dominação de classe.

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Publicado

2024-08-22

Como Citar

SOUSA, G. S. (2024). A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL E OS REBATIMENTOS NAS CONDIÇÕES DE VIDA DOS USUÁRIOS DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS) GERALDA MEDEIROS, SITUADO NO MUNICÍPIO DE PATOS – PB. Repositório Institucional Do Unifip, 3(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2881

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