AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO DE UNIVERSITÁRIOS A RESPEITO DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)
Palavras-chave:
Papilomavírus; Infecção; Câncer de colo uterino.Resumo
Introdução: Atualmente existem mais de 200 sorotipos de HPV (papilomavírus humano) descritos, classificados como de baixo ou de alto risco para malignidade. Os de baixo risco causam, no geral, verrugas. Já os de alto risco causam tumores malignos, como é o caso do câncer de colo uterino. A falta de informação sobre o vírus, seus sinais e sintomas, formas de prevenção e de transmissão e sua relação com o câncer de colo uterino são o que tornam a doença um problema grandioso, pois muitas vezes o indivíduo só sabe da sua existência e significado quando está infectado e busca tratamento. Objetivo: Analisar o nível de conhecimento de estudantes universitários sobre a da infecção pelo HPV. Método e materiais: O presente estudo trata-se de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa a ser realizada no Centro Universitário de Patos - UNIFIP, localizado na cidade de Patos- PB. A coleta de dados deu-se com a aplicação de questionário impresso contendo 23 perguntas, com os estudantes voluntários do sexto período de 10 cursos (sendo 5 da área da saúde e 5 de outras áreas), que aceitaram fazer parte da pesquisa e se enquadraram nos critérios de inclusão. Para cada um desses cursos foi atribuído o quantitativo de 5 voluntários, totalizando 50. Resultados: Os dados obtidos demonstraram que a maioria dos participantes tinham entre 18 e 25 anos, eram do sexo feminino, solteiros e com renda familiar entre 1,5 e 3 salários mínimos. Cerca de 70% dos universitários afirmaram já terem ouvido falar e 56% afirmaram saberem o que é o papilomavírus humano. 92% alegaram conhecer as formas de transmissão e de prevenção do HPV, 58% declaram conhecer as doenças que ele pode causar e 94% sabiam da existência das vacinas, sendo em sua maioria de cursos da área da saúde. Ademais, 70% afirmaram já ter se vacinado e 8% declararam ter receio e hesitação em receber os imunizantes. Apesar de 100% dos acadêmicos considerarem importante, 66% afirmaram não ter diálogo familiar sobre relação sexual, HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Conclusão: Os resultados encontrados nesse estudo possibilitaram constatar que os indivíduos que pertenciam a cursos da área da saúde possuíam um conhecimento primário mais amplo sobre o HPV, sobretudo sobre as formas de transmissão e de prevenção. Porém, os que pertenciam a cursos de outras áreas também apresentaram um grau de conhecimento considerado adequado. Por outro lado, foi observado uma baixa adesão, e até mesmo hesitação, às vacinas, o que se relaciona ao receio de efeitos adversos. Conclui-se, então, que este é um assunto relevante e de suma importância, exigindo a disseminação de informações de maneira mais abrangente, sobretudo entre os jovens.
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