USO IRRACIONAL DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS E GLICOCORTICOSTEROIDES ENTRE UNIVERSITÁRIOS: RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO
Palavras-chave:
Automedicação. Analgésico. Efeitos adversos. Inflamação. Prostaglandina.Resumo
O uso de substâncias para o controle da dor é alto no mundo há muitos anos. Dentre esses medicamentos, os anti-inflamatórios destacam-se, uma vez que apresentam três efeitos principais: anti-inflamatório, antipirético e analgésico. Muito embora essa classe terapêutica seja relativamente segura, e, grande parte, de venda livre, o consumo indiscriminado dessas substâncias pode trazer grandes riscos à saúde, pois possuem histórico de efeitos colaterais graves, como, por exemplo, problemas gastrointestinais. Nesse contexto, a automedicação, que se encontra enraizada na sociedade, é uma prática cada vez mais comum e prejudicial, pois, na maioria das vezes, é praticada por pessoas que não possuem qualquer conhecimento acerca da substancia ingerida, tão pouco, as reações que podem causar no organismo, podendo levar até mesmo a quadros de intoxicação. O objetivo desse estudo é verificar se a prática da automedicação é comum entre estudantes universitários e se estes sabem dos riscos aos quais estão sendo expostos, bem como as formas de obtenção dos medicamentos e a compreensão dos estudantes a respeito do mecanismo de ação desses fármacos. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário aplicado via link no Google drive, onde estudantes de todas as áreas do conhecimento foram questionados acerca da automedicação voltada, especificamente, para anti-inflamatórios. Foi verificado que 79,4% dos formulários foram respondidos por participantes do sexo feminino e 20,4% pelo o sexo masculino, e a grande maioria dos participantes possui faixa etária entre 19 e 30 anos. Todos os entrevistados estão matriculados e cursando do 1° ao 10° período de seus respectivos cursos. Desses que se dispuseram a participar, 57,1% não estavam fazendo uso de anti-inflamatório no período pesquisado e 42,9% estavam consumindo atualmente algum tipo de anti-inflamatório. Cerca de 21,6% estavam consumindo Ibuprofeno, seguido do dipirona com 18% e o buscopam® com 14,4%, sendo que menos de 35% foram prescritos por profissionais capacitados. O maior motivo que induziu a busca desses fármacos foi a cefaleia, e a escolha do medicamento, na maioria dos casos foi por indicação de familiares. Boa parte dos participantes relataram conhecer os mecanismos de ação dos anti-inflamatórios e os riscos de sua utilização. Uma pequena parte relatou que foi acometido por algum efeito colateral associado, provavelmente ao uso dessas substâncias. Por fim, é imperativo ressaltar que a orientação correta de um profissional capacitado é indispensável para o consumo de qualquer medicamento, afim de reduzir os riscos à saúde e promover os efeitos desejados sobre os sintomas que são queixas do indivíduo.
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