ZIKA VÍRUS COMO AGENTE DA MICROCEFALIA: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Zika vírus, infecção congênita, microcefalia.Resumo
O vírus Zika é um vírus de RNA de fita simples de sentido positivo da família Flaviviridae. O vírus pode ser transmitido através de mosquitos da família Aedes e de modos não vetoriais como as vias congênitas, perinatal e sexual. Nos seres humanos, o período de incubação da picada do mosquito até o início dos sintomas é de aproximadamente de 3 a 12 dias, com susceptibilidade de todas idade e ligeira preponderância em mulheres. Grande preocupação da grande transmissão do vírus tem sido relacionada aos inúmeros casos de microcefalia originados pela contaminação das gestantes, associadas a diversas anomalias do sistema nervoso central. O objetivo desta monografia é através de um estudo de natureza exploratória, com objetivos qualitativos, através de uma revisão de literatura abordar o zika vírus, bem como sua estrutura viral, patogênese, diagnóstico e tratamento. ZIKV é um pequeno envelope de cadeia positiva de vírus de RNA pertencente aos Flavivirus género da família Flaviviridae , é um vírus de ácido ribonucléico (RNA) de fita simples com um tamanho de genoma de aproximadamente 10,8 quilobases, estando relacionado a vários patógenos de importância para a saúde pública, incluindo o vírus da dengue, o vírus da febre amarela, o vírus do Nilo Ocidental, o vírus da encefalite japonesa e o vírus da encefalite transmitida por carrapatos. A transmissão do vírus pode ser realizada através de mosquitos e da transmissão não vetorial. Estima-se que 80% das infecções por ZIKV sejam assintomáticas. A maioria das manifestações clínicas das infecções por ZIKV são geralmente leves e autolimitadas após um período de incubação não bem estabelecido, mas provavelmente semelhantes a outros flavivírus relacionados (3 dias a 2 semanas). O Zika vírus é um problema de saúde pública mundial, com alto grau de incidência, apresentando inúmeros casos espalhados pelo mundo. A ocorrência de microcefalia como um dano decorrente da contaminação pelo vírus de gestantes apresenta grande embasamento pela literatura. Um dos grandes problemas constatados é a ausência de alternativas terapêuticas para o tratamento da patologia que até agora não apresenta medicação, nem vacina disponível.
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