PAIS DE CRIANÇAS COM TEA: UM ESTUDO COMPARATIVO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE HOMENS E MULHERES NO TRATAMENTO DOS SEUS FILHOS
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Participação no tratamento. Mães. Pais.Resumo
A origem do autismo ainda é considerada desconhecida, muitos estudos foram publicados, mas ainda não existem respostas definitivas, visto que, trata-se de um quadro complexo, com intensidade e níveis variáveis. As implicações específicas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem manifestar-se apresentando limitações no desenvolvimento infantil que vão desde a realização de atividades diárias à manutenção e compreensão dos relacionamentos socioafetivos, aumentando assim, a necessidade por cuidados e a falta de autonomia devido ao alto nível de dependência dos pais. Neste contexto, este artigo tem por objetivo analisar as diferenças da participação de homens e mulheres, pais de crianças diagnosticadas com TEA no tratamento de seus filhos. Nesta direção, o presente estudo de cunho qualitativo de caráter descritivo, utilizou para o levantamento de dados Formulário de Informações sobre a Família, Formulário de Informações sobre o irmão com TEA e entrevista semiestruturada, contando com a participação de cinco casais casados ou em união estável, mães e pais de crianças diagnosticadas com TEA. Por meio deste estudo, conclui-se que, majoritariamente, observouse uma participação mais ativa das mães no tratamento de crianças diagnosticadas com TEA, do que quando comparada a participação dos pais, alinhando-se com os papeis de gêneros tradicionais da sociedade, em razão do vínculo mãe/filho, os cuidados e os amparos emocionais são delegados às mulheres, enquanto que, a imagem que o homem ocupa na sociedade é o de mantenedor financeiro da família.
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