RESILIÊNCIA E PERDÃO EM PESSOAS TRAÍDAS E NÃO TRAÍDAS EM RELACIONAMENTOS AMOROSOS
Palavras-chave:
Resiliência. Perdão. Traição.Resumo
Diante das situações da vida, é raro não se deparar com algum tipo de adversidade. Uma traição amorosa é um evento que pode chegar a gerar um trauma no indivíduo e até barrar o seguimento de sua vida. Este estudo teve por objetivo principal comparar os níveis de resiliência e perdão em indivíduos traídos e não traídos em relacionamentos amorosos. Trata-se de um levantamento de pesquisa quantitativa, do tipo descritivo e correlacional. Os dados foram coletados pelo Google Forms, com a aplicação da Escala de Perdão conjugal (MOFS), Escala de Resiliência de Connor-Davidson (CD-RISC-10) e Questionário sócio demográfico. O estudo contou com a participação de 229 pessoas da população geral, com média de idade 25,6 anos (DP = 9,47), a maioria do sexo feminino (79%), solteira (77%), heterossexual (86%), católica (66,4%), de classe média (82,6%), dos quais 136 (59,4%) relataram já terem sido traídos, enquanto 93 (40,6%) afirmam nunca terem sido. Os resultados principais indicaram uma correlação negativa entre o fator ressentimento com a resiliência (r = -0,27; p < 0,01) e benevolência (r= -0,28; p < 0,01) em pessoas traídas, bem como no público geral (r = -0,22; p < 0,01; r = -0,24; p < 0,01 respectivamente). Dessa forma, verifica-se que, quanto mais ressentimentos as pessoas tiverem perante quem lhes ofendeu em uma traição, menos resilientes e benevolentes tendem a ser. Conclui-se que pessoas traídas tendem a perdoar mais que pessoas não traídas, decerto pela experiência adversa vivida.
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