ÀS MARGENS: REPENSANDO O USO DOS CORPOS HÍDRICOS DE ICÓ/CE
Palavras-chave:
Espaços públicos; Corpos hídricos; Icó/CE; Intervenção urbana.Resumo
Os corpos hídricos, para além de suas funções ambientais, são vitais para o
processo de formação e expansão das cidades, mas, apesar disso elas tendem a se
desenvolver negando-os sem incorpora-los ao seu contexto urbano e citadino,
deixando-os às margens. Isso se dá principalmente devido ao desenvolvimento
urbano desenfreado e as novas relações de consumo, que se prendem a privatização,
causando uma mudança entre a relação da vida cotidiana e os espaços públicos,
estes que em sua maioria carecem de infraestrutura e não atendem a total parcela da
população. Visto que a presença de espaços livres de qualidade, e mais ainda de
espaços vegetados e com água são de extrema importância para uma melhor
qualidade de vida e para a manutenção da fauna e flora locais inicia-se um processo
de recuperação dos rios urbanos degradados, no entanto no Brasil esse processo
caminha a passos lentos. Desta forma, este presente estudo tem como objetivo
apresentar diretrizes de intervenção para os cursos hídricos canalizados e não
canalizados de Icó, Ceará, buscando criar áreas de permanência e passagem, e
novas formas de uso dos corpos d’água, apresentadas a partir da criação de cenários
propositivos. Para isso foram realizados levantamentos dos aspectos morfológicos e
comportamentais, tais como: cheios e vazios, uso e ocupação do solo, sistema viário,
aspectos ambientais e ações da população, a partir de visitas in loco, fotografias e
percepções. Decorrente das análises percebe-se a segregação das regiões que estão
às margens dos corpos fluviais, isso devido a barreira física que os próprios cursos
criam, identificam-se também áreas com grande potencial, porém subutilizadas, e a
capacidade que elas têm de proporcionar a cidade maior qualidade de vida, melhores
condições climáticas e mais possibilidades de uso do espaço público.
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