Fatores associados ao desenvolvimento da obesidade infantil: revisão integrativa
Palavras-chave:
Obesidade Infantil. Excesso de Peso. Fatores Associados. Fatores de RiscoResumo
A obesidade é uma doença de etiologia complexa e multifatorial, onde afeta negativamente quase todas as funções fisiológicas do corpo e está associada ao aumento do risco de morbidades e mortalidade, sendo considerada há muito tempo uma significativa ameaça à saúde pública mundial. No que tange à prevenção e tratamento da obesidade infantil, especial interesse recai sobre os fatores de risco envolvidos no seu surgimento e curso, principalmente os que são potencialmente modificáveis. Esse é o ponto chave para a criação de políticas públicas de saúde que possuam maior eficácia preventiva, assim como melhores prognósticos da doença. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é investigar através de uma revisão integrativa da literatura os fatores que estão associados ao desenvolvimento da obesidade infantil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizou-se a busca no mês de março de 2023, nas bases de dados MEDLINE, BVS, SciVerse Scopus, Web of Science e ScienceDirect, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e os Medical Subject Headings (MeSH). Foram selecionados estudos dos últimos 5 anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Estudos destacam sobre a influência de fatores comportamentais e de estilo de vida, como menos atividade física e mais tempo de tela no desenvolvimento da obesidade infantil. Mais tempo de tela está diretamente associado a um estilo de vida sedentário que, consequentemente, leva à obesidade. A transição para a obesidade entre os membros da família está associada a um risco aumentado de obesidade em crianças com peso normal. O período de isolamento social e as medidas de restrição impostas recentemente pela pandemia do COVID-19 contribuíram para mudanças nos hábitos alimentares e de atividade física das crianças. Outros fatores a serem destacados é a insegurança alimentar, o ambiente escolar, o tabagismo dos pais, peso ao nascer, qualidade do sono e não tomar café da manhã. Para avançar na prevenção e intervenção da obesidade infantil, sugere-se que novos estudos se concentrem em estratégias baseadas na família, promovendo a adoção de hábitos saudáveis de alimentação e atividade física.
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