IMPACTO DA INTRODUÇÃO PRECOCE DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS NA ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Palavras-chave:
Alimentos Ultraprocessados; Consumo Alimentar; Lactente; Nutrição; Saúde.Resumo
A alimentação é fundamental para a sobrevivência humana. No entanto, uma alimentação inadequada na primeira infância pode proporcionar impactos negativos na saúde que muitas vezes são irreparáveis. Dessa forma, a alimentação desempenha um papel essencial nas diversas fases da vida, especialmente neste processo, onde são constituídos a formação de hábitos alimentares adequados, crescimento, desenvolvimento e manutenção do estado de saúde atual e de longo prazo. Assim, o presente estudo teve por objetivo descrever o impacto da introdução precoce de alimentos ultraprocessados na alimentação de crianças menores de dois anos de idade. O estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, baseada em artigos disponibilizados nas bases de dados: MEDLINE via PUBMED, LILACS E SCIELO, utilizando como descritores: alimentos ultraprocessados, consumo alimentar, lactente, nutrição, saúde. O método utilizado foi a leitura analítica na íntegra de artigos publicados entre 2017 a 2022. Foram considerados como critérios de inclusão artigos relacionados com o tema em questão e aqueles publicados em língua portuguesa; para os critérios de exclusão foram retirados artigos repetidos e aqueles que não apresentavam as informações necessárias para o levantamento do tema proposto. Após a análise, foram incluídos na síntese dez artigos, sendo oito relacionados com a oferta dos alimentos para crianças de zero a vinte e quatro meses de vida e dois relacionados com o consumo alimentar precoce durante a fase da primeira infância. Através dos estudos abordados, foi possível observar que a prévia exposição a alimentos ultraprocessados induz o desmame precoce e impacta negativamente no desenvolvimento infantil. Além disso, essa oferta promove maiores chances no desencadeamento de excesso de peso, bem como desnutrição, anemia e deficiências nutricionais. Portanto, dada a complexidade dos problemas causados por este consumo, torna-se necessário políticas públicas para o fortalecimento e promoção do aleitamento materno, assim como o incentivo da alimentação complementar saudável, demonstrando a necessidade do acompanhamento com um profissional nutricionista para orientar e promover um adequado crescimento e desenvolvimento infantil.
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