ANÁLISE DO CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE NUTRIÇÃO SOBRE A DEFICIÊNCIA DA GLICOSE-6-FOSFATO DESIDROGENASE (G6PD)
Palavras-chave:
Conhecimento dos acadêmicos. Deficiência da G6PD. Herança recessiva.Resumo
Introdução: A glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é uma enzima eritrocitária antioxidante que se encontra presente em todas as células do corpo humano. Sua deficiência é geneticamente heterogênea, e está ligada ao cromossomo X de herança recessiva, passada de mãe para filho, sendo diagnosticado após o nascimento por meio do teste do pezinho ampliado, o que não é visto no teste simples ou em fase adulta por meio de dosagem bioquímica, sendo este realizado uma vez ao ano, até os 18 anos. Atualmente não existe terapia de eficácia comprovada para esta deficiência metabólica, no entanto, alguns tratamentos podem agir como suporte, monitorando e buscando uma melhor qualidade de vida para o indivíduo portador. Objetivo: Esta pesquisa teve como objetivo analisar o grau de conhecimento dos acadêmicos do curso de Nutrição sobre a deficiência da G6PD. Métodos: Trata-se de um estudo caracterizado como de campo, de natureza aplicada, com abordagem do tipo quali-quantitativa de caráter exploratório, a pesquisa foi realizada nas Faculdades Integradas de Patos – FIP, na cidade de Patos Paraíba, com uma amostragem de 100 acadêmicos. O instrumento utilizado para esse estudo foi um questionário estruturado com perguntas simples e objetivas, montado especificamente para o estudo, o qual foi aplicado contendo como principal raciocínio o conhecimento que tais estudantes tinham sobre a deficiência da G6PD. Resultados: A amostra foi composta por 100 alunos, sendo em sua maioria do sexo feminino (81%, n=81), e 19% do sexo masculino (n=19). Dentre os estudantes ingressantes, ou seja, que eram do 1̊ período participaram 32, e do 2̊ período, 12 alunos, e do grupo dos concluintes, do 9̊ período 33, e do 10̊ período 23 alunos. Com relação à avaliação realizada sobre o conhecimento da deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) verificou-se que 21% (n=21) dos alunos sabiam do que se tratava e 79% (n=79) nunca tinham ouvido falar sobre tal deficiência enzimática. Conclusão: A partir dos resultados observados nesta presente pesquisa pode-se concluir que o conhecimento acerca da deficiência de G6PD dos alunos ingressantes e concluintes do curso foi escasso. Portanto, o estudo mostra que a falta de trabalhos científicos nessa área de conhecimento dificulta a visibilidade e aprendizado sobre a deficiência dessa enzima e que este campo da nutrição metabólica é uma possível chave para uma intervenção e tratamento mais eficientes de tais doenças e indicador de algumas alterações genéticas. Sendo assim, o presente estudo tem relevância científica, pois reúne de forma pioneira um material de consulta e incentivo para outros estudos buscando uma melhor compreensão e entendimento referentes à doença em questão.
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