(IN)SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE PRÉ-ESCOLARES MATRICULADOS EM UMA CRECHE PÚBLICA NA CIDADE DE PATOS – PB
Palavras-chave:
Consumo Alimentar. Estado Nutricional. Segurança Alimentar e Nutricional.Resumo
Introdução: Pelo simples fato de existir e fazer parte da espécie humana, o ser humano possui direitos inalienáveis e inerentes à própria existência, e é dever do Estado prover e promover esses direitos. É durante a infância que ocorrem as mudanças mais marcantes no crescimento e desenvolvimento do ser humano, e identificar como este crescimento está acontecendo é indispensável. A insegurança alimentar está na preocupação e na angústia diante da incerteza de dispor com regularidade de alimentos, passando pela baixa quantidade, qualidade e diversidade nutritiva da dieta, até a privação total da ingestão dos mesmos no período de um dia. Objetivo: analisar a situação de insegurança alimentar e nutricional das famílias e a sua relação com estado nutricional de pré-escolares matriculados em uma creche pública no município de Patos – PB. Metodologia: Realizou-se uma pesquisa descritiva, com uma amostra de 50 famílias de crianças matriculadas em uma creche. Utilizou-se questionário para avaliar as características sócio demográficas da família, marcadores do consumo alimentar SISVAN, Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, e avaliação antropométrica das crianças. Foram calculadas medidas de prevalência e verificada a associação entre as variáveis do estudo pelo teste qui-quadrado. Resultados: Os indicadores nutricionais de IMC/Idade mostraram que 10% (n=5) das crianças encontram-se em situação de baixo peso/desnutrição e 30% (n=15) com sobrepeso/obesidade. A prevalência de insegurança alimentar foi de 72,0%, 22% das famílias apresentava insegurança alimentar leve, 34% insegurança alimentar moderada e 16% insegurança alimentar grave. Com relação ao consumo alimentar, pode-se constatar que as crianças consomem alimentos não saudáveis com mais frequência do que os alimentos ditos saudáveis. Dentre os alimentos saudáveis o menos consumido pelas crianças são as verduras e legumes, já dos não saudáveis os mais consumidos são os biscoitos recheados e guloseimas. Discussão: As variáveis do estudo que mostraram resultados significantes para a situação de insegurança alimentar foram: renda total da família, ocupação e escolaridade materna, e participação em programa de beneficio social, não havendo relação significante entre o consumo alimentar, o estado nutricional e a situação de segurança e insegurança alimentar. Conclusão: Os dados da pesquisa confirmam que a Insegurança Alimentar está diretamente associada a fatores socioeconômicos, não estando relacionada com o estado nutricional e consumo alimentar da criança, fato este que pode está associado ao consumo alimentar do pré-escolar na creche, visto que é no ambiente escolar que estas crianças permanecem a maior parte do dia e realizam as principais refeições. A má alimentação pode trazer consequências para a saúde e o bem-estar, sem se manifestar em transtornos nutricionais, como desnutrição, sobrepeso e obesidade, podendo se expressar silenciosamente em carências nutricionais especificas. Portanto, conhecer o hábito alimentar, o estado nutricional e o modo de vida destas crianças é importante do ponto de vista de prevenir agravos a saúde, e auxiliar na criação e implantação de políticas públicas que promovam direta ou indiretamente o acesso a alimentação adequada, promovendo hábitos alimentares saudáveis.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 FRANCIELLY CARVALHO DE OLIVEIRA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.