PREVALÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA EM MULHERES QUE FAZEM USO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • ÁDNA LORRAYNE DOS SANTOS ÁDNA LORRAYNE DOS SANTOS SILVA Unifip - Patos PB

Palavras-chave:

Menopausa; Células Tumorais; Estímulo Hormonal.

Resumo

Múltiplas condições físicas e mentais são atribuídas à menopausa. Cada mulher experimenta de forma diferente essa etapa, embora algumas mulheres passem por essa transição de forma natural e assintomática muitas ainda sofrem com os efeitos substanciais e debilitantes da menopausa em suas vidas. Diante disso, a medicalização do corpo feminino tem sido uma prática cada vez mais utilizada na medicina, contando com o uso sistemático de hormônios para controle de sintomatologia relacionada a menopausa, ou até mesmo para prevenção de doenças crônicas (manutenção de massa óssea e prevenção de fraturas). A história da terapia de reposição hormonal (TRH) começou com grande popularidade, tendo uma queda significante após estudos observacionais anunciados pela Women's Health Initiative (WHI), no ano de 2002, mostrarem efeitos prejudiciais relacionados ao aumento do risco de câncer de mama (CM). Essa divulgação gerou pânico nas usuárias de TRH e consequentemente diminuiu a demanda por esse tratamento. Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo analisar a prevalência de CM em mulheres que fazem uso da terapia de reposição hormonal, através de uma revisão de literatura. O estudo realizado consistiu em uma revisão integrativa da literatura. A estratégia de busca nas bases de dados eletrônicas, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), PubMed, e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), incluiu pesquisas publicadas nos últimos 20 anos (2002-2022), em dois idiomas (inglês e português), utilizando os seguintes Descritores: Menopausa (Menopause); Células tumorais (Tumor cells); Estímulo hormonal (Hormonal stimulus). Os achados da pesquisam permitiram concluir que esse excesso de risco estaria relacionado a combinações de estrogênio e progesterona, sendo significativamente maior para preparações com progestagênios sintéticos do que para outros tipos de terapia combinada. Foi notado que a segurança da TRH ainda dependeria da idade e da duração do tratamento, de modo que os benefícios tendem a superar os riscos em mulheres saudáveis com menos de 60 anos ou dentro de dez anos do início da menopausa. Foram encontradas evidências de associação com risco de acordo com a via de administração da THR e com o tipo de tumor diagnosticado, mostrando um risco maior para tumores positivos para receptor de estrogênio do que para tumores negativos para receptor de estrogênio. Desse modo, o estudo mostra que embora o uso de TRH na menopausa pareça estar associado a um aumento geral do risco de CM, a sua segurança vai depender do manejo adequado e do acompanhamento profissional médico e farmacêutico para avaliação e prevenção de danos.

 

 

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Publicado

2024-09-13

Como Citar

ÁDNA LORRAYNE DOS SANTOS SILVA, ÁDNA L. D. S. (2024). PREVALÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA EM MULHERES QUE FAZEM USO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA. Repositório Institucional Do Unifip, 8(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/3829

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