USO DE ANALGÉSICOS OPIÓIDES NO TRATAMENTO DA DOR: ANÁLISE DO CONHECIMENTO DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
Palavras-chave:
Farmacoterapia. Efeitos Colaterais. Toxicidade.Resumo
A dor pode ser definida como uma experiência sensitiva e emocional desagradável interligada a uma lesão tecidual real ou potencial. Considerada subjetiva, uma vez que implica poderando as condições externas vividas pelo indivíduo como: crenças, estilo de vida, cultura, emoções e estado psíquico. Ainda pode ser categorizada de acordo com o período em que permanece: dor aguda - com prevalência inferior a seis meses - ou crônica - entendendo-se por mais de seis meses. Pacientes com maiores desconfortos decorrente de acidentes ou patologias estabelecidas fazem uso contínuo de fármacos e necessitam de um maior controle da equipe multidisciplinar, a fim de, evitar problemas relacionados a farmacoterapia, como é o caso da relação tolerância/dependência impulsionado pelo uso frequente de opioides. Assim, o presente estudo teve como principal objetivo analisar a capacidade da equipe multidisciplinar de identificar e solucionar problemas ocasionados pelos efeitos adversos de drogas derivadas do ópio e seu conhecimento técnico acerca dessa classe medicamentosa. A pesquisa foi realizada através de entrevistas com 16 profissionais submetidos a responderem um questionário com 21 questões que promoveram o levantamento de dados quantitativos, os quais foram analisados e submetidos a construção de gráficos e tabelas. Através do levantamento de dados observou-se que o tempo de exercício da profissão pode não ser um determinante para o conhecimento dos efeitos colaterais, visto que 93,8% dos participantes afirmaram que foi abordado o tratamento farmacológico da dor crônica ou aguda na graduação.
Observou-se ainda a frequência da utilização da morfina e o tramal em que 87,5% apontam os fármacos como opções para redução da dor. Por unanimidade (100% dos pesquisados) jugam comum a combinação de medicamentos para o alívio a dor crônica independente da sua classe farmacológica. Deste modo, infere-se a importância do trabalho em equipe e a presença essencial do farmacêutico. De forma complementar, a capacitação da equipe é essencial para proporcionar a terapia correta e evitar riscos iminentes como automedicação proveniente da dependência ou resistência do paciente ao fármaco.
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