INFLUÊNCIA DO PROTOCOLO TABATA NA MODULAÇÃO AUTONÔMICA DE JOVENS PRATICANTES DE EXERCÍCIO RESISTIDO: UM ESTUDO PILOTO
Palavras-chave:
treinamento, exercício resistido, pressão arterial, modulação autonômica, frequência cardíaca.Resumo
O exercício resistido tem sido indicado como uma importante ferramenta não medicamentosa tanto para a prevenção quanto para o tratamento de doenças crônico-degenerativas como a hipertensão arterial e síndrome metabólica. Além disso, salienta-se que essa população do treinamento com pesos acompanham as novidades fornecidas pelo mercado fitness e tem se tornado adepta dos treinamentos de alta ou altíssima intensidade. O protocolo de Tabata que consiste em oito sessões de exercícios intensos com duração de 20 segundos cada, intervalando com 10 segundos de descanso dando total de quatro minutos de exercício, foi desenvolvido e testado em 1996 ganhando considerável notoriedade nos anos 2000 com objetivos de aumento da força e hipertrofia muscular, além do consumo máximo de oxigênio. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a influência da associação do treinamento resistido com o protocolo Tabata et al. (1996) na modulação autonômica cardíaca de jovens previamente ativos. A presente investigação verificou ainda se a associação entre esses dois exercícios melhorou a resposta pressórica, frequência cardíaca, e composição corporal desses voluntários. Participaram quatro jovens saudáveis do sexo masculino, praticantes prévios de exercício resistido. Realizaram três semanas de treinamento resistido juntamente com o protocolo de Tabala et al. (1996), onde o protocolo foi realizado no início e final de cada semana. Foram avaliados: modulação autonômica cardíaca e pressão arterial, no início e final de cada sessão, além da frequência cardíaca durante toda sessão do protocolo de Tabata et al. (1996). Os dados estão apresentados de forma descritiva como média e desvio-padrão da média. Sugere-se que o treinamento com o protocolo Tabata et al. (1996) é capaz de reduzir o balanço simpatovagal, porém, apenas quando avalia-se o efeito crônico na pressão arterial de repouso, além de diminuir numericamente a pressão arterial sistólica e diastólica também quando ponderamos pelo efeito crônico.
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