CONHECIMENTO E ATITUDES DE PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA FRENTE AO TRAUMA DENTAL E USO DO PROTETOR BUCAL
Palavras-chave:
Traumatismos Dentários. Protetores Bucais. Odontologia. Traumatismos em Atletas.Resumo
Durante as práticas de esporte de contato, os atletas estão sujeitos aos traumas faciais, pois a face apresenta ser uma área mais vulnerável e desprotegida do corpo. Os Profissionais de Educação Física lidam diariamente com as práticas esportivas e podem estar presentes nos locais da ocorrência de traumas, portanto, a atuação e o conhecimento desses profissionais sobre traumas e utilização de protetores bucais e faciais podem evitar possíveis lesões durante a prática de esportes. Assim, o presente estudo buscou avaliar o conhecimento e as atitudes dos profissionais de educação física frente ao traumatismo dentário e ao uso de protetores bucais durante a prática esportiva. O presente estudo tratou-se de uma pesquisa transversal, observacional e quantitativa. Os dados foram coletados através de um questionário semi-estruturado, adaptado e enviado através do aplicativo de mensagens para os educadores físicos atuantes no município de Patos-PB, disponibilizados pelo CREF, através de e-mail e redes sociais com o RCLE para aceitarem. Participaram da pesquisa um total de (n=81) profissionais de educação física, sendo os entrevistados são em sua maioria do gênero masculino, entre 21 e 64 anos, pretos/pardos/índios, solteiros e com uma faixa de renda correspondente de 2 a 3 salários mínimos, com bacharelado em Educação Física, menos de 10 anos de trabalho e atuantes em academias e/ou clubes. Quanto ao conhecimento sobre trauma dental, a maioria não teve uma disciplina que abordasse o tema durante a graduação e não presenciou um episódio de trauma dentário. Em casos de avulsão, a maioria respondeu que colocaria o dente em um recipiente com líquido e encaminharia ao serviço odontológico/médico de urgência, sendo a melhor conduta pegar o dente avulsionado pela coroa, armazenar em soro fisiológico e deixar por 30 minutos à 1 hora fora da boca. Sobre os protetores bucais, a maior parte conhecia o tipo I “de estoque ou comum” e indicavam os alunos a utilizarem. Diante disso, embora tenham um conhecimento bom, porém superficial, sobre traumas, muitos profissionais demonstraram entendimento através de trocas profissionais e estudos extra-acadêmicos. Quanto aos protetores bucais, o tipo 1 era o mais conhecido, mas havia desconhecimento sobre a responsabilidade dos cirurgiões dentistas na sua fabricação.
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