ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES ACOMETIDAS POR ENDOMETRIOSE NO SERTÃO PARAIBANO
Palavras-chave:
Endometriose, Qualidade de vida, FisioterapiaResumo
RESUMO
Introdução: A Endometriose é uma doença ginecológica progressiva de caráter benigno,
acomete mulheres na idade reprodutiva, com fatores genéticos, hormonais e imunológicos. Os
sintomas têm caráter crônico, que incluem surgimento de aderências e inflamações no útero,
ovários, trompas, bexiga, intestino e acompanha sintomas frequentes de dor abdominal ou dor
pélvica, durante ou após relações sexuais, ao defecar e ao urinar, fluxo sanguíneo intenso
durante a menstruação, fadiga e infertilidade. O tratamento abrange intervenções
farmacológicas, fisioterapêuticas e cirúrgicas. Dado seu caráter crônico, as pacientes
frequentemente experimentam uma diminuição na qualidade de vida, afetando atividades
cotidianas e relacionamentos interpessoais. Objetivo: Analisar a influência da endometriose na
qualidade de vida de mulheres portadoras dessa patologia no sertão paraibano. Métodos: Tratase de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa relacionado
a qualidade de vida de mulheres com endometriose atendidas no Centro de Especialidades da
cidade de Pedra Branca-PB. A coleta de dados foi realizada com a aplicação do questionário
sociodemográfico e o de qualidade de vida para mulheres com endometriose Endometriosis
Health Profile - EHP-30. Os dados da amostra foram analisados utilizando o software Microsoft
Excel para Windows. A realização deste estudo considerou a Resolução n° 510/16 e 580/18 do
Conselho Nacional de Saúde. Resultados: Os achados demonstraram uma predominância de
mulheres com idade média de 28,92 anos, sendo a maioria solteira (60,0%) e com nível de
escolaridade de ensino superior incompleto (32,0%), sem renda (44,0%) e de religião católica
(88,0%). Além disso, 88,0% não possuíam hábitos de fumar e beber e 76,0% praticavam
atividade física. Quanto à EDM, a maior parte referiu como queixa principal, sangramentos
intensos (17,7%), dor durante relação sexual (16,1%), cólicas fortes (14,5%), com 40% das
participantes na fase dois da doença. Quando questionadas sobre a intensidade da dor (escala
EVA), 56% relataram sentir dores intensas. Em relação a sintomas intestinais, urinários e
obstétricos, os principais sintomas relatados foram de constipação (23,3%), urgência para urinar
(23,5%), e cólica antes da menstruação (16,7%). No que diz respeito ao tratamento
fisioterapêutico, apenas 0,4% informou estar em tratamento e obteve benefícios. Quanto ao
EHP-30, o questionário central apresentou as maiores pontuações nas dimensões de Dor, com
média de 35,80 (±7,34), seguido por Bem-estar Emocional, com média de 20,64 (±4,56). No
questionário modular, as maiores pontuações foram observadas em relações sexuais, com média
de 13,20 (±5,93), e vida no trabalho, com média de 11,92 (±5,03). Conclui-se que a qualidade
de vida das mulheres com endometriose é significativamente afetada, principalmente nos
aspectos relacionados á dor, bem-estar emocional, vida sexual e desempenho no trabalho.
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