USO IRRACIONAL E CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO DE BENZODIAZEPÍNICOS POR IDOSOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
RESUMO: O processo de envelhecimento populacional é acompanhado de várias alterações, dentre elas fisiológicas, comportamentais, sociais e psicológicas, que interferem diretamente na qualidade de vida da população idosa. O uso irracional de benzodiazepínicos associado à polifármacia é comum nessa faixa etária, impactando diretamente a saúde deste público. Os benzodiazepínicos fazem parte de uma categoria de substâncias psicoativas que apresentam ação farmacológica sedativa, hipnótica, ansiolítica, anticonvulsivante e relaxante muscular. Atualmente, observa-se um aumento na prevalência no uso crônico desses fármacos, o que pode evoluir para dependência, tolerância e abstinência, sendo ainda mais alarmante em se tratando deste uso pela população idosa. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi identificar os fatores que contribuem para o uso irracional e as consequências do abuso de benzodiazepínicos nos idosos. Essa pesquisa tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual foram feitas buscas de artigos nas seguintes bases eletrônicas de dados: LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SCIELO (Scientific Eletronic Libray Online), PubMed e Mendeley, empregando-se os descritores de ciências da saúde: benzodiazepínicos, idosos, dependência, consumo e abuso. Após a busca, foram aplicados os critérios de inclusão das publicações no período 2010 a 2024, de idioma português e inglês, disponibilizados na íntegra, os quais estavam relacionados com o tema proposto. Ao final, foram selecionados 10 artigos para compor amostra final. Diante da análise das bibliografias selecionadas, evidenciou-se que os benzodiazepínicos são os medicamentos mais consumidos pela população idosa e que esse consumo está associado aos fatores estressantes do dia a dia, angustia, comorbidades, ansiedade, depressão e distúrbios do sono. Ademais, apesar de apresentarem alta eficácia terapêutica o uso indevido e prolongado gera inúmeras consequências, dentre elas demência, déficit cognitivo, transtorno psicomotores, sonolência diurna, acidentes de trânsito, tolerância, dependência, quedas e fraturas. Diversos fatores podem influenciar o uso indiscriminado dessas drogas psicotrópicas, sendo necessário cautela na utilização, competindo ao profissional farmacêutico promover e educar a população sobre o uso racional dessas substâncias a fim de minimizar os efeitos nocivos e garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos.
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