CÁRIE DENTÁRIA, CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL DE CRIANÇAS DE 5 ANOS

Autores

  • ANA VITÓRIA DE SOUZA PEREIRA UNIFIP
  • BÁRBARA CLEMENTINO LEITE MENDES UNIFIP

Palavras-chave:

Cárie dentária., Pré-Escolares, Qualidade de Vida

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre a cárie dentária e os fatores sociodemográficos com o impacto na qualidade de vida de crianças de cinco anos, a partir de dois planos de análise (PA). Trata-se de um estudo tipo transversal, censitário, descritivo e analítico; com abordagem quantitativa dos dados. Participaram do estudo 79 crianças, de cinco anos, matriculadas na rede pública de ensino de um município de pequeno porte do sertão da Paraíba.  A coleta dos dados foi realizada por meio de exame clínico e da aplicação de dois questionários referentes às condições sociodemográficas e à qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Para avaliação da QVRSB foi utilizada a escala de resultados de saúde bucal para crianças de cinco anos ou Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children (SOHO-5). Para avaliação da cárie dentária foram empregados os códigos e critérios do índice proposto pela Organização Mundial de Saúde. Todas as análises foram examinadas utilizando o software Statistical Program for Social Science versão 20.0. Aplicou-se o teste estatístico – Teste Exato de Fisher – para associar o desfecho (experiência de cárie dentária) com as variáveis sociodemográficas, no primeiro PA. O impacto da QVRSB foi considerado o desfecho no segundo PA e as varíaveis independentes foram os fatores sociodemográficos e a experiência de cárie dentária. Os testes utilizados foram significativos com p<0,05. Em relação à experiência de cárie dentária; 41,8% (n=33) apresentaram ceod=0 e 58,2% (n=46) ceod≥1. Quanto à QVRSB da criança; 70,9% apresetaram baixo impacto e 29,1% impacto moderado ou alto. No PA1, observou-se ceo-d médio igual a 3,73 (±4,68). As variáveis “casa própria” (p=0,027), “escolaridade paterna” (p=0,000) e “trabalho paterno” (p=0,031) mostraram associação com a experiência de cárie dentária. No PA2, a média do SOHO-5 foi igual a 3,09 (±3,26). Observou-se que as variáveis “casa própria” (p=0,025), “escolaridade materna” (p=0,063), “trabalho materno” (p=0,001), “ocupação materna” (p=0,001), “escolaridade paterna” (p=0,025) e “experiência de cárie dentária” (p=0,000) mostraram associação com o segundo desfecho. Fatores sociodemográficos, como escolaridade e ocupação dos pais, além da posse de casa própria, estão associados tanto à experiência de cárie dentária quanto ao impacto na qualidade de vida de crianças de cinco anos. A experiência de cárie também influenciou negativamente a QVRSB. Os dados reforçam a relação entre condições sociais, bucais e de qualidade de vida na infância, destacando a importância de considerar o contexto social das crianças, além da condição clínica bucal, ao planejar ações de promoção da saúde bucal.

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Publicado

2025-09-15

Como Citar

PEREIRA, A. V. D. S., & MENDES, B. C. L. (2025). CÁRIE DENTÁRIA, CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL DE CRIANÇAS DE 5 ANOS . Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/6480

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