AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE INDUÇÃO DE DIABETES PELA DEXAMETASONA E DO POTENCIAL EFEITO TERAPÊUTICO DO BUTIRATO NA DIABETES MELLITUS

Autores

  • RAISLAN DANTAS MARTINS unifip

Palavras-chave:

Butirato, Diabetes Mellitus, Dexametasona, Glicemia, Perfil lipídico

Resumo

Introdução: O Diabetes Mellitus tipo II (DM2) é uma doença metabólica crônica e progressiva, caracterizada pela resistência à insulina, disfunção celular e alterações no metabolismo de carboidratos, frequentemente associada à obesidade e ao sedentarismo. Dada a sua elevada prevalência e taxa de mortalidade, a busca por modelos experimentais eficazes e terapias alternativas é essencial. Objetivo: avaliar a eficácia da dexametasona na indução de DM2 em ratos Wistar, bem como investigar o potencial terapêutico do butirato de sódio (NaB) na modulação da glicemia e do perfil lipídico. Metodo: Trata-se de um ensaio pré-clínico randomizado, com abordagem qualitativa e quantitativa. Foram utilizados dezoito ratos machos da linhagem Wistar, distribuídos em seis grupos experimentais, submetidos a diferentes tratamentos com dexametasona, dieta hipercalórica, butirato de sódio e metformina. A dexametasona foi administrada por via intraperitoneal em doses de 1 mg/kg, e o NaB foi fornecido por gavagem oral na dose de 800 mg/kg/dia. Os parâmetros avaliados incluíram glicemia capilar, glicemia de jejum, perfil lipídico (triglicerídeos, colesterol total e frações), enzimas hepáticas (AST e ALT) e níveis séricos de cortisol. Resultados: Os resultados demonstraram que a dexametasona causou alterações metabólicas significativas, incluindo hiperglicemia transitória, dislipidemia e elevação de enzimas hepáticas. No entanto, a indução da DM2 não foi sustentada ao longo do tempo, especialmente após a interrupção do fármaco. Observou-se também alta taxa de mortalidade nos grupos submetidos à indução com dexametasona, reforçando seu potencial tóxico, principalmente quando associada à metformina em doses elevadas. Em contrapartida, o NaB demonstrou capacidade de reduzir os níveis de glicose e triglicerídeos, além de contribuir com um efeito benéfico na resistência à insulina. Durante a discussão dos achados, verificou-se que os efeitos adversos da dexametasona superaram os benefícios esperados para um modelo experimental confiável de DM2, principalmente devido à perda de peso acentuada, sinais clínicos de toxicidade e mortalidade. Conclusão: Em suma, os efeitos da dexametasona em altas doses e por longos períodos acarretaram mais prejuízos ao metabolismo dos animais do que a indução consistente da DM2. Por outro lado, o NaB destacou-se como uma alternativa promissora, apresentando resultados positivos na modulação glicêmica e, especialmente, no controle da hipertrigliceridemia. Conclui-se que o modelo de indução baseado na dexametasona apresenta limitações importantes quanto à reprodutibilidade e segurança. Em contraste, o butirato de sódio demonstrou eficácia terapêutica e perfil de segurança adequado, configurando-se como um candidato relevante para futuros estudos voltados ao tratamento de distúrbios metabólicos associados à DM2.

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Publicado

2025-09-16

Como Citar

MARTINS, R. D. (2025). AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE INDUÇÃO DE DIABETES PELA DEXAMETASONA E DO POTENCIAL EFEITO TERAPÊUTICO DO BUTIRATO NA DIABETES MELLITUS. Repositório Institucional Do Unifip, 10(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/6611

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