Obesidade e sua relação com a microbiota intestinal : uma revisão bibliográfica
Palavras-chave:
Microbiota intestinal, Disbiose, Obesidade, NutriçãoResumo
A obesidade é uma doença crônica de origem multifatorial, que se caracteriza pelo acúmulo
excessivo de gordura corporal e associa-se a inúmeras complicações metabólicas,
cardiovasculares e psicológicas. Além de fatores genéticos e ambientais, a microbiota intestinal
desempenha um papel crucial no desenvolvimento e manutenção dessa patologia. A
combinação de probióticos com prebióticos potencializa ainda mais os efeitos benéficos na
saúde intestinal, favorecendo a produção de metabólitos que melhoram a regulação do peso
corporal. Partindo dessa premissa o presente estudo teve por objetivo conhecer as estratégias
nutricionais adequadas para prevenção e tratamento da obesidade. Tratou-se de um estudo do
tipo revisão bibliográfica com abordagem descritiva e qualitativa com busca na íntegra de
artigos que envolviam a importância da nutrição para combater a obesidade. A coleta dos artigos
usou bancos de dados, como: Scientific Electronic Library (SciELO), Education Resources
Information Center (ERIC), Education Source (EBSCOhost) e periódicos da CAPES. Os
critérios de inclusão adotados foram: artigos publicados entre 2019 e 2024, relevância das
informações, preferencialmente na língua portuguesa, usando apenas artigos disponíveis na
íntegra. Foram excluídos estudos secundários, como revisões de literatura e revisões
sistemáticas; artigos que não estevam disponíveis gratuitamente ou por meio de acesso
institucional, garantindo que apenas materiais acessíveis sejam analisados. Os estudos
evidenciaram que a obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por aspectos
emocionais, comportamentais, ambientais, socioeconômicos e biológicos, exigindo abordagens
que vão além de medidas simplistas, como controle calórico ou IMC isolado. Destacou-se o
papel da microbiota intestinal na regulação do peso e na saúde metabólica, com potencial
terapêutico para probióticos, prebióticos e dietas equilibradas, embora sejam necessárias mais
pesquisas para consolidar práticas clínicas seguras. Além disso, as análises reforçam a urgência
de políticas públicas integradas, que promovam ambientes saudáveis, alimentação adequada e
acesso equitativo à saúde, combatendo as desigualdades sociais para viabilizar escolhas
saudáveis, especialmente em populações vulneráveis diante da crescente prevalência da
obesidade. Conclui-se que é essencial adotar estratégias preventivas baseadas em evidências,
articulando ciência, políticas públicas e responsabilidade social para garantir o bem-estar das
gerações futuras.
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