Relação entre comportamento alimentar e estigma alimentar em estudantes e profissionais de nutrição de um centro universitário de Patos - PB.
Palavras-chave:
alimentação, estudantes, estigma alimentar, nutrição, transtornos alimentaresResumo
A alimentação, além de suprir necessidades fisiológicas, está profundamente vinculada a fatores psicológicos e socioculturais que influenciam as escolhas alimentares. No campo da Nutrição, estudantes e profissionais enfrentam pressões para manter padrões considerados ideais, o que pode gerar comportamentos alimentares disfuncionais. Este estudo teve como objetivo geral identificar comportamentos alimentares disfuncionais entre estudantes e profissionais de Nutrição, analisando a influência do estigma alimentar sobre suas práticas alimentares e saúde mental. Para isso, foi conduzida uma pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa com 31 participantes, entre discentes e profissionais da área, vinculados a um Centro Universitário do interior da Paraíba. A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário online, adaptado do Eating Attitudes Test-26 (EAT-26), composto por itens em escala do tipo Likert. Os dados foram analisados com estatística descritiva e inferencial no Microsoft Excel®. Os resultados demonstraram que 35,5% dos participantes apresentaram risco para desenvolvimento de transtornos alimentares, evidenciado por atitudes como medo de engordar, obsessão com a composição dos alimentos e comportamentos restritivos. A amostra foi majoritariamente feminina (90,3%), composta principalmente por estudantes (71%), e apresentou ampla faixa etária (19 a 47 anos), refletindo a diversidade de trajetórias formativas e profissionais. Dados antropométricos revelaram ampla variabilidade nas medidas de peso e altura, sugerindo diferentes percepções corporais e históricos de saúde. A média de altura girou em torno de 1,61 m, e os pesos mais frequentes situaram-se entre 56 kg e 63 kg. A análise também evidenciou discrepâncias entre peso atual, peso ideal e extremos de peso já vivenciados, indicando conflitos internos relacionados à imagem corporal. Portanto, os dados evidenciam que, mesmo em um grupo com conhecimento técnico-científico, o estigma alimentar e a pressão por um comportamento exemplar influenciam negativamente a relação com a alimentação. Isso reforça a necessidade de estratégias pedagógicas e institucionais que promovam o acolhimento, a valorização da diversidade corporal e o cuidado com a saúde mental na formação em Nutrição.
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