PRÁTICAS DE ALEITAMENTO MATERNO NO PUERPÉRIO: CONHECIMENTO E DESAFIOS DAS PUÉRPERAS
Palavras-chave:
Amamentação;, Desafios, Conhecimento Materno, Fisioterapia.Resumo
O aleitamento materno (AM) é amplamente reconhecido como um dos pilares fundamentais da saúde infantil e materna, desde os primeiros momentos após o nascimento, o leite materno fornece nutrientes essenciais, anticorpos e hormônios que são vitais para o desenvolvimento físico e cognitivo do recém-nascido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o AM exclusivo, definido como a prática de alimentar o bebê apenas com leite materno sem a adição de outros líquidos ou sólidos, deve ser promovido até os seis meses de idade para garantir a melhor saúde possível para a criança. Apesar dos benefícios comprovados do AM e do aumento dessa prática nos últimos anos, o desmame precoce ainda é comum, e os índices de amamentação permanecem abaixo das recomendações oficiais. O presente estudo teve como objetivo principal, identificar o conhecimento e as práticas de orientação recebidas por puérperas sobre o aleitamento materno em uma maternidade pública da Paraíba. O estudo trata-se de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quali-quantitativa, onde foi realizada na Maternidade Dr. Peregrino Filho, nos setores de enfermarias. Foi realizada a aplicação de questionário sociodemográfico desenvolvido pelas autoras e também um questionário estruturado com questões abertas relacionadas ao conhecimento da prática do aleitamento, como também os desafios enfrentados pelas mães sobre o aleitamento no período puerperal. Participaram da pesquisa 20 puérperas, os resultados apontaram que a faixa etária entre elas foi de 25, 34 anos, onde a maioria afirmou ser casada (60%), primíparas (55%) e sem histórico de aborto (80%). Quanto à orientação (75%) afirmam ter recebido no ambiente da maternidade, assim como declaram que as informações foram suficientes e satisfeitas (70%). Quanto ao conhecimento das técnicas e posições a maior parte afirmam conhecer (55%), quanto ao desafios mais enfrentados se destacam a baixa produção de leite (35%) e nenhum desafio enfrentado (35%), no que se refere ao conhecimento das intervenções fisioterapêuticas (65%) não sabiam dessa área de atuação. Quanto a suficiência das informações a maioria das puérperas demostraram satisfestas, destacando respostas como “me deixou mais segura” e “me deixaram preparada para lidar com os desafios iniciais”. Conclui-se que, embora as puérperas demonstrem consciência sobre a importância do aleitamento materno, ainda é necessário ampliar as estratégias de educação em saúde, garantindo um acompanhamento mais humanizado, contínuo e integral. A efetividade das ações de incentivo à amamentação depende de um conjunto de fatores, que envolve não apenas o conhecimento técnico da mãe, mas também o apoio emocional, o envolvimento familiar e a atuação comprometida dos profissionais de saúde.
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