O POTENCIAL TERAPÊUTICO DA CANABIS NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO
Palavras-chave:
Câncer, Canabinoides, Efeitos antitumorais, Cuidados Paliativos.Resumo
Introdução: O câncer representa um dos maiores desafios da saúde pública mundial, sendo responsável por elevada morbimortalidade e por efeitos adversos significativos decorrentes dos tratamentos convencionais. Nesse contexto, produtos naturais se destacam como fontes promissoras na oncologia. Entre eles, a Cannabis medicinal, tem despertado interesse devido potencial terapêutico e seus compostos bioativos. Objetivos: Investigar o potencial terapêutico da Cannabis medicinal em pacientes oncológicos, abordando principais compostos e efeitos associados ao câncer. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL) realizada nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores consultados no DeCs: Cannabis, Câncer, Tratamento Oncológico, Terapia Complementar e Cuidados Paliativos. Foram incluídos artigos completos, revisões e estudos clínicos publicados entre 2020 e 2025, em português ou inglês, sobre o uso da Cannabis como terapia no câncer. Foram excluídos estudos duplicados, incompletos, sem acesso integral, anteriores a 2020 ou fora do tema proposto. Resultados: Os estudos demonstraram evidências consistentes do potencial terapêutico dos canabinoides no manejo de sintomas oncológicos, como dor crônica, náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, ansiedade e perda de apetite. Também foram apontados possíveis efeitos antitumorais mediados pela modulação dos receptores CB1 e CB2 e de vias intracelulares, como MEK/ERK e adenilil ciclase–AMPc–PKA. No entanto, as evidências clínicas ainda são limitadas e heterogêneas, especialmente quanto à padronização de doses, segurança a longo prazo e uso em populações específicas, como a pediátrica. Conclusão: A cannabis medicinal apresenta-se como uma alternativa adjuvante promissora no tratamento oncológico, contribuindo para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, não substitui as terapias convencionais e requer acompanhamento profissional, reforçando a necessidade de ensaios clínicos robustos e padronizados para consolidar sua aplicação segura e eficaz na prática clínica.
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