Metodologias ativas na formação em Medicina de Família e Comunidade: potencialidades e limites na preceptoria da Atenção Primária à Saúde
Palavras-chave:
Saúde da Família, Serviços de Saúde, Internato e ResidênciaResumo
A formação em Medicina de Família e Comunidade (MFC) tem incorporado metodologias ativas de ensino-aprendizagem como estratégia para aproximar o processo formativo das demandas reais da Atenção Primária à Saúde (APS). Essas abordagens estimulam o protagonismo do estudante, a integração entre teoria e prática e o desenvolvimento de competências clínicas, comunicacionais e reflexivas. Este estudo teve como objetivo analisar as potencialidades e os limites dessas metodologias na MFC, com ênfase no papel do preceptor como mediador pedagógico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed e Google Scholar, incluindo publicações entre 2020 e 2025 em português, inglês e espanhol. Foram selecionados estudos que abordassem metodologias ativas na graduação e residência em MFC. A análise foi orientada pela estratégia PICO, considerando estudantes e residentes, metodologias ativas, modelos tradicionais de ensino e o desenvolvimento de competências profissionais. Os resultados indicam que estratégias como PBL, TBL, simulação clínica, sala de aula invertida e rodas de conversa favorecem o raciocínio clínico contextualizado, o trabalho em equipe, a comunicação e a reflexão crítica. Contudo, sua efetividade depende de condições estruturais, tempo protegido para ensino e preparo pedagógico dos preceptores. Conclui-se que as metodologias ativas têm grande potencial formativo na MFC, especialmente na APS, desde que integradas de forma intencional ao currículo e mediadas por preceptores capacitados, reforçando a centralidade da preceptoria na formação em saúde.
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