AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO E DINÂMICO EM IDOSOS E SUA RELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA
Palavras-chave:
Envelhecimento, Equilíbrio, Quedas, Qualidade de vida, Saúde funcionalResumo
Introdução: O envelhecimento é um processo natural, complexo e gradual, que afeta a saúde e a participação social do indivíduo, envolvendo alterações fisiológicas e patológicas. Essas mudanças repercutem em diversos sistemas do corpo, como a perda de massa e força muscular, rigidez arterial, declínio cognitivo e redução da capacidade respiratória, impactando diretamente a funcionalidade e a qualidade de vida. O equilíbrio, que depende dos sistemas visual, vestibular e somatossensorial, é especialmente comprometido, aumentando o risco de instabilidade e quedas. No Brasil, a população idosa cresce de forma acelerada, e as quedas representam uma das principais causas de fraturas, dependência, isolamento e mortalidade nessa faixa etária. Diante disso, torna-se essencial investigar as alterações de equilíbrio em idosos para subsidiar estratégias de prevenção e promoção da saúde. Objetivo: O estudo apresentou como objetivo avaliar o equilíbrio estático e dinâmico dos idosos e sua relação com a qualidade de vida nos participantes da pesquisa. Metodologia: Tratou-se de uma pesquisa de campo do tipo quantitativa e qualitativa, de finalidade exploratória, com levantamento de dados e período transversal. O público-alvo foram idosos pacientes de uma Clínica Escola de Fisioterapia localizada na cidade de Patos-PB a partir de 60 anos de idade. A coleta foi realizada de maneira presencial, por meio da aplicação de questionário sociodemográfico semi-estruturado pelo pesquisador, pela escala de equilíbrio de BERG e pelo questionário de qualidade de vida WHOQOL-BREF. Verificou-se que a maioria dos idosos avaliados apresentou bom desempenho no equilíbrio funcional, correspondendo a 65% da amostra, enquanto 35% demonstraram risco moderado a elevado para quedas, evidenciando a presença de comprometimentos relevantes. Em relação à qualidade de vida, observou-se uma percepção global satisfatória, com média de 73,75, destacando-se os domínios psicológico e relações sociais com maiores escores. A conclusão indica que, embora haja preservação funcional em parte dos indivíduos, uma parcela significativa apresenta vulnerabilidades que podem impactar sua autonomia e segurança. Dessa forma, reforça-se a importância da atuação fisioterapêutica na prevenção de quedas e na promoção do equilíbrio, contribuindo para a manutenção da independência funcional e melhoria da qualidade de vida da população idosa.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 ANA CLARA BRITO MEDEIROS

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.