USO DO ULTRASSOM ESTACIONÁRIO EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS: ESTUDO DE CASO DE INTERVENÇÃO NA CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA

Autores

  • AURILA ALENCAR DE SOUSA NETA Centro Universitário de Patos - UNIFIP

Palavras-chave:

Fraturas ósseas. Consolidação da fratura. Terapia por ultrassom. Fisioterapia.

Resumo

O osso é um tecido conjuntivo que sofre modificações ao longo da vida. A fratura ocorre quando há interrupção na continuidade do tecido ósseo, podendo ser explicada sob aspectos mecânicos, quando a carga excede a resistência do osso, ou biológicos, devido às alterações celulares e estruturais envolvidas. As fraturas podem ser classificadas de acordo com a extensão (completa ou incompleta), tipo (fechadas ou abertas) e direção da linha de fratura (oblíquas, espirais, transversais ou longitudinais). A cicatrização óssea é um processo biológico complexo, dividido em fases: hematoma, inflamatória, calo mole, calo duro e remodelação. O tratamento visa restaurar a função do osso afetado, podendo ser cirúrgico ou conservador. A fisioterapia, especialmente com o uso do ultrassom terapêutico (UST), pode acelerar esse processo. O UST pulsado de baixa intensidade tem demonstrado potencial na promoção da formação óssea, embora seu mecanismo ainda não esteja completamente elucidado. O estudo teve como objetivo analisar o uso do ultrassom estacionário em fraturas de ossos longos, investigando sua eficácia na intervenção para a consolidação óssea. O presente trabalho caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualiquantitativa e finalidade exploratória. A coleta de dados foi realizada por meio de intervenção terapêutica na cidade de Patos-PB. Como critérios de inclusão dos voluntários na pesquisa, estabeleceu-se como pré-requisito, a participação de pacientes com histórico de fratura de osso longo, com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos, e que tivessem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE e como critérios de exclusão, foram considerados indivíduos com alterações cognitivas que limitassem a compreensão, que apresentassem complicações na fratura com osteomelite e qualquer outro tipo de infecção. A coleta de dados foi realizada de forma individual, por meio da aplicação de questionário sociodemográfico e um outro específico para a avaliação fisioterapêutica da fratura. Os dados da amostra foram analisados e graficados utilizando o software Word. Após a aplicação do UST pulsado de baixa intensidade, observou-se evolução satisfatória no processo de consolidação óssea dos participantes submetidos ao protocolo terapêutico com ultrassom estacionário, evidenciada por melhora clínica, redução de sintomas e progressão do reparo ósseo confirmada por exame radiográficos ao longo do acompanhamento. Conclui-se que o uso do ultrassom terapêutico estacionário deemostrou ser um recurso fisioterapêutico promissor no auxílio à consolidação de fraturas de ossos longos, contribuindo para a recuperação funcional e podendo favorecer a redução do tempo de reabilitação.

Downloads

Publicado

2026-09-15

Como Citar

SOUSA NETA, A. A. D. (2026). USO DO ULTRASSOM ESTACIONÁRIO EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS: ESTUDO DE CASO DE INTERVENÇÃO NA CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA. Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8166