PREVALÊNCIA DE SINAIS E SINTOMAS DE DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES E HÁBITOS PARAFUNCIONAIS EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DO INTERIOR DA PARAÍBA
Palavras-chave:
Articulação temporomandibular, Bruxismo, Musculação, OdontologiaResumo
A articulação temporomandibular (ATM) é uma estrutura complexa e fundamental para o funcionamento das atividades fisiológicas básicas como mastigação, deglutição e fala. No entanto, alterações nos músculos mastigatórios, na ATM e em estruturas associadas podem levar ao desenvolvimento de disfunções temporomandibulares (DTMs), que são uma das principais causas de dores não dentárias na região orofacial. A etiologia das DTMs é multifatorial, podendo ser desenvolvida por fatores fisiopatológicos, psicossociais, genéticos ou emocionais. A prática de exercícios físicos, como a musculação, pode ser benéfica para a saúde geral, mas também pode aumentar o risco de desenvolvimento de sinais e sintomas relacionados às DTMs devido ao esforço constante da musculatura facial e ao apertamento dentário vigoroso. Tratamentos alternativos e multidisciplinares para os praticantes de musculação podem ser utilizados para reduzir sintomas das DTM’s e dos hábitos deletérios, como as placas miorrelaxantes. Assim, essa pesquisa avaliou a prevalência de sinais e sintomas de DTMs e hábitos parafuncionais em praticantes de musculação de academias do interior da Paraíba, nas cidades de Várzea e Brejo dos Santos, por meio de questionário autoaplicável. Participaram do estudo 184 indivíduos (n=184), com predominância do sexo feminino (73,4%) e idade superior a 30 anos (56,6%). A maioria possuía renda entre 1 e 3 salários mínimos e praticava musculação com frequência de 4 ou mais dias por semana. Em relação aos sintomas de DTM, as queixas mais frequentes foram sensação de tensão (79,9%), dores de cabeça (59,3%), dor na nuca ou pescoço (54,9%), má articulação oclusal (54,9%) e ruídos articulares (52,8%). Quanto aos hábitos parafuncionais, os mais prevalentes foram mascar chiclete (47,8%), morder os lábios (47,3%) e apertar os dentes (42,4%). No que diz respeito ao grau de DTM, o grau leve foi o mais significante entre os participante (36,5%) em relação aos demais. A DTM leve foi mais comum entre praticantes que treinavam de 2 a 4 ou mais dias por semana, enquanto a ausência de DTM foi mais frequente entre aqueles que treinavam apenas 1 dia por semana. Além disso, identificou-se maior prevalência de DTM leve no sexo feminino, ao passo que, no sexo masculino, predominou a ausência de disfunção. De forma geral, os hábitos parafuncionais estiveram presentes em todos os grupos, independentemente da frequência de exercícios, sugerindo possível associação com os sinais e sintomas observados.
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