CIRURGIA ODONTOLÓGICA NO PACIENTE PEDIÁTRICO EM AMBIENTE HOSPITALAR
RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Ambiente Hospitalar., Anestesia Geral., Cirurgia Odontopediátrica., Cirurgia Odontológica., Dente supranumerário.Resumo
O presente estudo relata o caso clínico de uma paciente do sexo feminino, com oito anos de idade, saudável, que compareceu à Clínica Escola de Odontologia Dra. Geralda Freire Medeiros do Centro Universitário de Patos (UNIFIP), apresentando queixa de retardo na irrupção do dente permanente 11 devido o histórico de retenção prolongada do dente decíduo 51, o qual não esfoliou espontaneamente. Após avaliação clínica e exames de imagem (radiografia panorâmica e tomografia computadorizada de feixe cônico), foi observado a presença de um dente supranumerário e uma dilaceração radicular no elemento 11, indicando a necessidade de exodontia do dente permanente impactado O procedimento incluiu anestesia geral, antissepsia intra e extraoral, anestesia infiltrativa com mepívacaina 2%, incisão de Newman intrasulcular da linha média, com relaxante na altura do elemento 12, descolamento mucoperiostial com auxílio de cureta de molt, osteotomia com broca de haste longa 702 para exposição do dente, remoção do elemento com alavanca apexo 303, limpeza da loja cirúrgica com solução de soro fisiologico e fechamento com fio de vicryl 4.0. Foi prescrito que a paciente tomasse Amoxicilina 250 mg/5 mL, de 8 em 8h, durante 07 (sete) dias – Ibuprofeno 100 mg/mL, de 8 em 8h, durante 03 (três) dias. Foi repassado as orientações de cuidados pós cirúrgico. O retorno foi agendado para sete dias após a cirurgia, para uma avaliação clínica. A paciente realizou o exame de radiografia panorâmica três meses após a cirurgia, e dentro desse espaço de tempo, o elemento supranumerário que foi eleito para a permanência e logo após ser tracionado ortodonticamente, encontrou-se em desenvolvimento (estágio 8 de Nolla). A paciente iniciou o tratamento ortodôntico com aparelho funcional nos dentes permanentes, para o devido alinhamento oclusal e como alternativa de mantenedor de espaço para o supranumerário erupcionar em seu devido lugar, quando for tracionado. Após o oitavo mês de acompanhamento pós cirúrgico, a paciente realizou uma nova radiografia panorâmica e foi conduzida para uma nova tentativa de cirurgia odontológica em ambiente de nível ambulatorial, porém, devido ao seu alto nível de ansiedade não foi possível a realização do caso cirúrgico. Conclui-se que a cirurgia odontológica no paciente pediátrico em ambiente hospitalar, foi indispensável diante da complexidade da cirurgia e do alto nível de ansiedade que inviabilizou o atendimento a nível ambulatorial.
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