USO DE PSICOTRÓPICOS COMO AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS: IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E PAPEL DO FARMACÊUTICO

Autores

  • INÁCIA VITÓRYA FIRMINO LEITE Unifip

Palavras-chave:

Uso de medicamentos, Transtornos mentais, Estresse psicológico, Farmacovigilância., Educação em saúde

Resumo

RESUMO: O uso de psicotrópicos tem se ampliado significativamente, acompanhando o aumento dos transtornos mentais, especialmente entre estudantes universitários, grupo exposto a elevados níveis de estresse, ansiedade e sobrecarga acadêmica. Nesse contexto, observa-se o crescimento da automedicação como estratégia de enfrentamento do sofrimento psíquico, configurando um relevante problema de saúde pública. Diante disso, este estudo teve como objetivo caracterizar a prevalência da automedicação com psicotrópicos entre estudantes universitários, seus fatores associados, impactos na saúde mental e o papel do farmacêutico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, guiada pela estratégia PICo, realizada nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde e Portal CAPES, considerando estudos publicados entre 2020 e 2025. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e do fluxo PRISMA, foram incluídos 15 estudos na análise final. Os resultados evidenciaram elevada prevalência da automedicação, associada principalmente ao estresse acadêmico, ansiedade, sobrecarga de atividades e fácil acesso aos medicamentos, além de práticas como compartilhamento e reutilização de prescrições. Observou-se que os psicotrópicos são frequentemente utilizados para controle emocional e melhora do desempenho, indicando a medicalização do sofrimento psíquico. Quanto aos impactos, identificaram-se riscos como dependência, tolerância, efeitos adversos, alterações do sono e prejuízos cognitivos. A discussão aponta que essa prática está relacionada a fragilidades no suporte à saúde mental no ambiente universitário. Destaca-se, ainda, o papel do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamentos, por meio da orientação, dispensação responsável e educação em saúde. Conclui-se que a automedicação com psicotrópicos demandas estratégias institucionais e ações interdisciplinares para sua prevenção.

 

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

LEITE, I. V. F. (2026). USO DE PSICOTRÓPICOS COMO AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS: IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E PAPEL DO FARMACÊUTICO. Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8180