AVALIAÇÃO DA PREENSÃO PALMAR EM INDIVÍDUOS COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO ASSOCIADO À FIBROMIALGIA
Resumo
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multifatorial que compromete diversos órgãos e sistemas, especialmente o sistema musculoesquelético, podendo afetar a força muscular e gerar prejuízos na funcionalidade e na qualidade de vida. Nesse contexto, a presença da fibromialgia, frequentemente associada ao LES, pode potencializar sintomas como dor crônica, fadiga e redução da capacidade funcional. A diminuição da força de preensão palmar destaca-se como um importante indicador funcional, uma vez que está diretamente relacionada à capacidade de realização das atividades de vida diária. O presente estudo teve como objetivo avaliar a força de preensão palmar em mulheres com diagnóstico de LES associado à fibromialgia.Tratou-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem quantitativa, realizada em uma clínica escola de fisioterapia de uma universidade localizada em Patos-PB. A amostra foi composta por mulheres com diagnóstico confirmado de LES, associado à fibromialgia, selecionadas por conveniência, de acordo com critérios de inclusão e exclusão. A coleta de dados foi realizada em duas etapas: inicialmente, aplicou-se um questionário sociodemográfico e clínico; posteriormente, avaliou-se a força de preensão palmar por meio de dinamômetro, seguindo protocolo padronizado. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e submetidos à análise estatística descritiva e comparativa.
Os resultados evidenciaram que as participantes apresentaram redução da força de preensão palmar quando comparadas aos valores de referência para indivíduos saudáveis, indicando comprometimento funcional. Observou-se ainda que a presença de fibromialgia pode estar associada a uma maior redução da força muscular, possivelmente devido à intensificação da dor e da fadiga. Conclui-se que o LES, especialmente quando associado à fibromialgia, exerce impacto significativo sobre a força muscular e a capacidade de realização das atividades de vida diária. Destaca-se o papel fundamental da fisioterapia na reabilitação desses pacientes, podendo contribuir para a melhora da força, da funcionalidade e da qualidade de vida, além da necessidade de novos estudos que aprofundem a compreensão dessa associação.
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