PERCEPÇÃO DE USUÁRIOS SOBRE PRÓTESES DENTÁRIAS EM USO
Palavras-chave:
Prótese Dentária, Odontologia, Reabilitação OralResumo
A prótese odontológica tem como finalidade reabilitar a porção dentogengival dos elementos dentários perdidos e restabelecer a função mastigatória comprometida, além de contribuir para a recuperação da estética, da fonética, do conforto e do bem-estar do paciente, promovendo o equilíbrio do sistema estomatognático. O presente estudo teve como objetivo avaliar a percepção de usuários em relação às próteses dentárias em uso enquanto aguardavam atendimento em um Centro de Especialidades Odontológicas para confecção de uma nova prótese. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, exploratória, com delineamento transversal e amostra não probabilística por conveniência, composta por 40 usuários do Sistema Único de Saúde. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário semiestruturado contendo questões sobre condições de saúde bucal, adaptação e satisfação com o uso das próteses. Observou-se predominância de indivíduos idosos, do sexo feminino, com baixa escolaridade, sendo 72,5% analfabetos. Em relação ao tipo de prótese, verificou-se maior frequência de próteses totais, correspondendo a 49,3% das superiores e 43,5% das inferiores. Quanto ao tempo de uso, 77,5% dos participantes utilizavam a prótese há mais de cinco anos. Foi constatada elevada prevalência de desgaste ou fratura das próteses (72,5%) e relato de lesões de mucosa em 27,5% da amostra. Apesar dessas limitações, 70% dos participantes indicaram retenção e estabilidade satisfatórias, embora 70% referissem dor ocasional e 12,5% dor frequente. No que se refere à percepção estética, 35% relataram melhora significativa e 52,5% melhora parcial, enquanto 75% afirmaram sentir-se motivados a utilizar a prótese. Os resultados evidenciam uma dissociação entre as condições clínicas das próteses e a satisfação dos usuários, sugerindo influência de fatores subjetivos na avaliação do tratamento. Conclui-se que, embora a reabilitação protética proporcione benefícios relevantes, persistem limitações relacionadas ao uso prolongado, à ausência de acompanhamento periódico e à ocorrência de complicações clínicas, destacando a necessidade de estratégias que integrem educação em saúde, manutenção e monitoramento contínuo no âmbito do Sistema Único de Saúde.
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