ERGONOMIA E SAÚDE OCUPACIONAL EM TRABALHADORES DE UM CENTRO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO

Autores

  • ALINE CRISTINA SILVA LIMA unifip

Palavras-chave:

Ergonomia, Saúde do Trabalhador, Fisioterapia, Lombalgia, Ambiente laboral

Resumo

Introdução: A ergonomia aplicada à saúde ocupacional é fundamental para adaptar as condições de trabalho, promover o bem-estar e prevenir agravos musculoesqueléticos em trabalhadores expostos a longos períodos em postura sentada. Mobiliário inadequado, ausência de pausas e posturas incorretas contribuem para dores lombares, fadiga e lesões por esforços repetitivos, afetando diretamente a funcionalidade e a produtividade. Assim, torna-se necessário compreender a influência das condições ergonômicas no ambiente laboral e destacar o papel da fisioterapia na promoção da saúde do trabalhador.Objetivo: Investigar as condições ergonômicas e aspectos da saúde ocupacional de trabalhadores de um centro de atendimento ao público. Metodologia: Estudo transversal, exploratório e descritivo, de abordagem quantitativa, realizado em um centro de atendimento ao público de um centro universitário localizado em Patos-PB. A amostra foi composta por 12 trabalhadores selecionados por conveniência, respeitando critérios de inclusão como idade superior a 18 anos e mínimo de três meses na função. A coleta ocorreu por meio de questionário eletrônico contendo dados sociodemográficos e informações sobre ambiente, mobiliário, ergonomia e desconfortos físicos. Os dados foram analisados de forma descritiva utilizando o software Microsoft Excel e apresentados em tabelas. Resultados: Os resultados evidenciaram predominância do sexo feminino (58%) e faixa etária entre 18 e 24 anos (75%). Em relação à jornada de trabalho, a maioria dos participantes atuava há menos de seis meses na área (58%) e relatou desconfortos musculoesqueléticos principalmente na coluna e nos ombros (67%). Quanto às condições do posto de trabalho, metade dos participantes considerou a cadeira confortável (50%), a maioria não relatou desconforto com os equipamentos utilizados (75%) e avaliou positivamente a climatização e iluminação do ambiente (83%), além de todos afirmarem realizar pausas durante a jornada. Observou-se ainda que, a maioria não realiza exames ocupacionais periódicos (83%), não costuma fazer horas extras (83%) e não apresentou afastamento médico relacionado ao trabalho (92%). Conclusão: Conclui-se que, apesar da avaliação positiva de alguns aspectos do ambiente laboral, há ocorrência relevante de desconfortos musculoesqueléticos, principalmente, em coluna e ombros, reforçando a importância da adoção de medidas ergonômicas voltadas à prevenção de agravos e à promoção da saúde ocupacional.

 

 

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

LIMA, A. C. S. (2026). ERGONOMIA E SAÚDE OCUPACIONAL EM TRABALHADORES DE UM CENTRO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO. Repositório Institucional Do Unifip, 11(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/8223